Espaço criado para divulgar a história de Abaeté, uma pequena cidade do interior de Minas Gerais: sua origem, suas festas,suas belezas, suas praças e suas crenças.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
ACONTECE TAMBÉM EM ABAETÉ- MINAS GERAIS
Fonte: Nosso Jornal https://www.facebook.com/groups/354469834637679/
Abaeté, cidade pequena e centenária, cheia de praças e bons contadores de casos e causos está hoje intimidada diante os frequentes assaltos a bancos, comércios, agência lotérica e residências.
As casas antes cercadas por muros baixos, cercas de arame ou taquaras de bambu hoje ostentam verdadeiras muralhas de concreto, câmeras, cercas elétricas e mais uma infinidade de recursos numa tentativa de proteger a família.
Vivi minha adolescência e juventude caminhando sem medo pelas ruas tranquilas e quando chegava em casa a porta estava apenas encostada esperando a minha chegada. Nem portão havia o que facilitava a entrada de jovens para fazer as famosas serenatas que na maioria das vezes era impulsionadas por grandes paixões.
Temos casos de idosos que são assaltados em plena luz do dia, roubos de pequenos objetos e o medo que antes existia apenas nas grandes capitais.
Alguns lugares pouco iluminados e até desertos amedrontam as pessoas que por ali precisam passar.
Pensando nos dias e noites tranquilas que ficaram no passado me pergunto se ainda dá tempo de mudar os rumos traçados por nós na atualidade. Será?
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
segunda-feira, 3 de junho de 2013
PERSONAGEM QUINZINHO DO GAMELÃO
Fonte: Arquivo particular de Herculano Vanderli Sousa
Herculano Vanderli de Sousa nasceu em Abaeté. Além de contabilista é escritor e um grande contador de causos.
Mantém há vários anos um programa de humorismo e variedades na rádio Atividade 87,9 FM de Abaeté, onde interpreta o personagem "Quinzinho" Caipira mineiro, "O maior contador de causos do Oeste de Minas" que apesar de semi analfabeto conhece internet, tem telefone celular...
Na foto o personagem Quinzinho do Gamelão e a mula Doroteia.
Herculano conhece, registra e escreve a história da nossa terra através dos seus causos, seu personagem, suas fotografias guardadas carinhosamente, seus livros...
Herculano Vanderli de Sousa nasceu em Abaeté. Além de contabilista é escritor e um grande contador de causos.
Mantém há vários anos um programa de humorismo e variedades na rádio Atividade 87,9 FM de Abaeté, onde interpreta o personagem "Quinzinho" Caipira mineiro, "O maior contador de causos do Oeste de Minas" que apesar de semi analfabeto conhece internet, tem telefone celular...
Na foto o personagem Quinzinho do Gamelão e a mula Doroteia.
Herculano conhece, registra e escreve a história da nossa terra através dos seus causos, seu personagem, suas fotografias guardadas carinhosamente, seus livros...
sábado, 1 de junho de 2013
FOTOS INÉDITAS GUARDAM A HISTÓRIA DE ABAETÉ.
Fonte: Arquivo particular de Herculano Vanderli Sousa.
Casa Moura- 1941
Fonte: Arquivo particular de Herculano Vanderli Sousa.
Banda de música do maestro major Belline Andrade, ano de 1967, festividades de 7 de setembro em frente a prefeitura municipal.Herculano está na foto.
Fonte: Arquivo particular de Herculano Vanderli Sousa.
Reunião de confrades vicentinos na Vila Vicentina de Abaeté, ano de 1951. Na foto estão entre outros, Sr. Manoel Soares de Andrade, Chico do Estevão, Zeca Eduardo, João Luiz alfaiate, Vicente barbeiro, João Lataliza, Toinzinho Alberto.
Fonte: Arquivo particular de Herculano Vanderli Sousa.
Casa Moura- 1941
Fonte: Arquivo particular de Herculano Vanderli Sousa.
Banda de música do maestro major Belline Andrade, ano de 1967, festividades de 7 de setembro em frente a prefeitura municipal.Herculano está na foto.
Fonte: Arquivo particular de Herculano Vanderli Sousa.
Reunião de confrades vicentinos na Vila Vicentina de Abaeté, ano de 1951. Na foto estão entre outros, Sr. Manoel Soares de Andrade, Chico do Estevão, Zeca Eduardo, João Luiz alfaiate, Vicente barbeiro, João Lataliza, Toinzinho Alberto.
Fonte: Arquivo particular de Herculano Vanderli Sousa.
Almoço de confraternização das professoras- final da década de 1930
terça-feira, 15 de novembro de 2011
15 DE NOVEMBRO DE 1889 EM ABAETÉ.
Quando a República chegou a Câmara Municipal de Abaeté era presidida por Antônio Maria de Oliveira Campos.
A quarta câmara foi eleita no dia primeiro de julho de 1886 para o quadriênio a começar dia 07 de janeiro de 1887.
A quarta câmara foi eleita no dia primeiro de julho de 1886 para o quadriênio a começar dia 07 de janeiro de 1887.
Na ocasião foram eleitos:
Antônio Maria de Oliveira Campos (presidente)
Silvério Alves de Sousa
Domiciano Alves Garcia
Francisco Antônio Rodrigues
Lourenço Justiniano de Noronha
Marcelino Pedro Abade
Manuel Ferreira Álvares da Silva
Antônio Alves de Oliveira Franco
Antônio Feijó Alves da Silva.
Os dois últimos não tomaram posse e para substituí-los foram eleitos Antero Aprigio de Oliveira Campos e Inácio Joaquim de Oliveira.
A quarta e última câmara do regime monárquico realizou a última sessão no dia 4 de março de 1890 tendo sido dissolvida por ato do Governador do Estado.
Fonte: OLIVEIRA, José Alves de.- História de Abaeté temperada com um pouco de sal e pimenta.- Belo Horizonte, Impr. Oficial, 1970, 8vo, 497 pp., il., brochura.
domingo, 13 de novembro de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
A HISTÓRIA DE FRANCISCO.
Resolvi compartilhar a história de Abaeté com todos aqueles que amam a cidade, a cultura e a própria história mas o enriquecimento desse trabalho vem de pessoas que por acaso encontram o blog e não por acaso guardam um arquivo verdadeiramente grandioso.
E uma dessas pessoas é Francisco de Assis Pereira de Oliveira que vem me presenteando com histórias, documentos e fotos.
Fonte:Arquivo de Francisco de Assis. Santa Casa de Misericórdia.
Seu pai, João José de Oliveira, nasceu em Abaeté mas desfrutou pouco das ruas poeirentas desse sertão das gerais.
Filho de um vaqueiro e da guerreira Judite Rosa ( viúva aos 25 anos de idade) teve oportunidade de ouro ao ser encaminhado para o seminário Franciscano de Divinópolis por volta de 1924/25.
Fonte:Arquivo de Francisco de Assis.Dona Judite Rosa e filhos.
Estava com 13 anos e já ia em busca de conhecimento e também da realização do sonho de quase todas as mães daquela época: ter um filho religioso.
Tudo começou quando João se dirigia à igreja levando um terço da sua progenitora para o sacristão consertar. Ia distraído pelas ruas da cidade contando as contas quebradas do rosário quando foi visto pelo menino Antônio que logo imaginou que ele estava rezando.
Antônio, ou melhor, Antônio Álvares da Silva, nasceu em Morada Nova de Minas ( naquela época distrito de Abaeté) e sua partida para o seminário já estava marcada.E João foi junto.De trem de ferro para Divinópolis e depois de navio para a Holanda.
Fonte:Arquivo de Francisco de Assis. João e Antônio estavam visitando um amigo em Roterdam quando viram o avião e resolveram posar para uma foto.Antônio voltou e se tornou Frei Orlando.
João voltou antes dele mas não se tornou frei Getúlio.Constituiu família e um dos seus filhos, Francisco de Assis, é quem nos conta essa história.
Francisco não conhece Abaeté apesar de se sentir meio abaeteense e guardar ao longo dos anos lembranças e fatos relatados por seu pai e familiares.
Como ele mesmo diz “a cultura pertence ao povo” e sendo assim não deve ficar engavetada correndo o risco de ser algum dia consumida por traças ou emboloradas pelo esquecimento.
Segundo ele a foto foi tirada do alto do campanário da Igreja e podemos ver homens com chapéus na mão e crianças. Parece ser um evento religioso.
Fonte:Arquivo de Francisco de Assis. Data desconhecida.Atual Praça Dr. Canuto.
Fonte:Arquivo de Francisco de Assis.Data desconhecida.Santa Casa de Misericórdia.
Fonte:Arquivo de Francisco de Assis. Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio- ainda em construção.
Além de fotos antigas e raras, das narrativas carregadas de emoção que aos poucos irei publicando, ele também tem enviado informações importantes sobre a cidade no século XIX.
Uma delas diz respeito a um relato sobre as riquezas minerais de nossa região. Trata-se da viabilidade de mineração de uma mina de Galena (minério de onde se extrai o chumbo e a prata) em Abaeté através de estudos de Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade – João Monlevade- especialista francês em mineração que chegou em Minas Gerais em 1817.
O relato se encontra no livro Monlevade, Vida e Obra da historiadora Juliana Maria do Nascimento Passos.
O relatório original está publicado numa revista do Arquivo Público Mineiro.Para acessá-lo clique no link abaixo:
Obrigada Francisco por estar me ajudando a resgatar e escrever a história de Abaeté...
domingo, 14 de fevereiro de 2010
HISTÓRIA DE ABAETÉ
HISTÓRIA...existem várias formas de guardá-la.
Uns pintam, outros escrevem, alguns gravam, outros tiram fotos...
Foi o que fez a bisa Chiquinha, que mesmo sem saber, guardou para mim um grande tesouro.
Uns pintam, outros escrevem, alguns gravam, outros tiram fotos...
Foi o que fez a bisa Chiquinha, que mesmo sem saber, guardou para mim um grande tesouro.
O povoamento de Abaeté teve início por volta de 1730.
Em 1840 quando acabou o garimpo oficial no rio Abaeté, os fazendeiros da região decidiram fundar um arraial que foi inaugurado dois anos depois com o nome de Arraial Novo de Nossa Senhora do Patrocínio da Marmelada dos Olhos D’Água.
Em uma capelinha coberta de palhas foi celebrada a primeira missa no dia da padroeira (comemorado no segundo domingo do mês de novembro).
Em 1848 o arraial foi elevado à categoria de Distrito de Paz da Marmelada pertencente à Pitangui.
No dia 1º de janeiro de 1873 passou à condição de vila com o nome de Vila das Dores da Marmelada.
Nesse meio tempo, a Vila foi elevada à categoria de Cidade, recebendo o nome de Abaeté, pela Lei 2.416, assinada pelo presidente da Província de Minas Gerais, João Capistrano Bandeira de Melo no dia 5 de novembro de 1877. Porém, a instalação da cidade ocorreu no dia 06/01/1879 conforme ata que se encontra transcrita no livro História de Abaeté.
Nos primeiros anos, o nome Abaeté era escrito com H, o que dava margens para algumas confusões. Escrevia-se Abaheté, Abaethé, Habaeté e até Habayeté.
Aos poucos, a cidade foi perdendo os seus distritos sendo que os últimos a se desmembrarem foram Paineiras e Cedro do Abaeté, em 1963.
O feriado municipal em 05 de novembro para comemorar a elevação da Vila à categoria de Cidade de Abaeté foi instituído em 1999 na administração de Gilberto de Sousa Soares ( 1997 a 2000).
Fonte: OLIVEIRA, JOSÉ ALVES DE.- História de Abaeté temperada com um pouco de sal e pimenta.- Belo Horizonte, Impr. Oficial, 1970, 8vo, 497 pp., il., brochura.
Arquivo pessoal.
Em 1840 quando acabou o garimpo oficial no rio Abaeté, os fazendeiros da região decidiram fundar um arraial que foi inaugurado dois anos depois com o nome de Arraial Novo de Nossa Senhora do Patrocínio da Marmelada dos Olhos D’Água.
Em uma capelinha coberta de palhas foi celebrada a primeira missa no dia da padroeira (comemorado no segundo domingo do mês de novembro).
Em 1848 o arraial foi elevado à categoria de Distrito de Paz da Marmelada pertencente à Pitangui.
No dia 1º de janeiro de 1873 passou à condição de vila com o nome de Vila das Dores da Marmelada.
Nesse meio tempo, a Vila foi elevada à categoria de Cidade, recebendo o nome de Abaeté, pela Lei 2.416, assinada pelo presidente da Província de Minas Gerais, João Capistrano Bandeira de Melo no dia 5 de novembro de 1877. Porém, a instalação da cidade ocorreu no dia 06/01/1879 conforme ata que se encontra transcrita no livro História de Abaeté.
Nos primeiros anos, o nome Abaeté era escrito com H, o que dava margens para algumas confusões. Escrevia-se Abaheté, Abaethé, Habaeté e até Habayeté.
Aos poucos, a cidade foi perdendo os seus distritos sendo que os últimos a se desmembrarem foram Paineiras e Cedro do Abaeté, em 1963.
O feriado municipal em 05 de novembro para comemorar a elevação da Vila à categoria de Cidade de Abaeté foi instituído em 1999 na administração de Gilberto de Sousa Soares ( 1997 a 2000).
Fonte: OLIVEIRA, JOSÉ ALVES DE.- História de Abaeté temperada com um pouco de sal e pimenta.- Belo Horizonte, Impr. Oficial, 1970, 8vo, 497 pp., il., brochura.
Arquivo pessoal.
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