SEGUIDORES

Mostrando postagens com marcador Escritores do centro oeste mineiro.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escritores do centro oeste mineiro.. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de abril de 2013

HISTÓRIAS DO FUTURO


O livro Histórias do Futuro, é resultado de um concurso literário organizado pelo nosso conterrâneo Dr. Gilberto Cézar de Noronha com participação de jovens moradores da região do Alto São Francisco.

O lançamento aconteceu no Espaço Cultural "Dr. José Cândido da Cunha Pereira" com a presença de secretários municipais, diretores de escolas, professores, autores, familiares e amantes da cultura.

Num clima de descontração, os autores receberam seus exemplares, deram autógrafos e ganharam certificados da UFU pela participação nas atividades promovidas pelo Instituto de História da Universidade Federal de Uberlândia.

Foi um dia muito especial para a história de Abaeté e de todas as cidades que ladeiam o nosso rio da unidade nacional, o velho e conhecido Chico.
 
Esses jovens escritores nascidos em municípios do Alto São Francisco e participantes do I Concurso Literário da região abusaram das palavras, ousaram e sonharam o futuro de suas cidades. E hoje mostram o resultado desses meses de trabalho e expectativa.

Para eles deixo as minhas reverências e saudações... O meu abraço e o meu aplauso. 

E como está escrito no prefácio... 

Salve vocês! Poetas, escritores, contadores de histórias e causos, que agora tem os seus nomes escritos para a eternidade. 

Salve todas as cidades do Alto São Francisco, encravadas no centro-oeste desse estado, emoldurado por montanhas, montes e muitas minas gerais. 

Salve Abaeté! Centenária, mas com jeito de menina faceira e prendada. 

Salve Dr. Gilberto Cezar de Noronha que atravessou rios e oceano, encontrou novas pousadas, mas continua amando e escrevendo a história dessa região, rica em causos, poesias, mitos e muita religiosidade. 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

DE QUE FAMÍLIA ÉS TU, Ó JOVEM?

A autora Maria Helena Gontijo Álvares relata a descendência das famílias Álvares e Gontijo, a partir dos avós dela e de seu marido José.

Para quem gosta de genealogia, é membro das famílias citadas ou vive no centro-oeste mineiro vale a pena conferir a obra.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

DADOS PARA A HISTÓRIA DE M-A-R-A-V-I-L-H-A-S

O livro de Tasso Lacerda Machado traz para o público a história da cidade mineira de Maravilhas e a árvore genealógica de José Aniceto Rodrigues, fundador e primeiro benfeitor da cidade.

Trata-se de uma pesquisa minuciosa, um verdadeiro arquivo para os maravilhenses e para os descendentes de José Aniceto.

terça-feira, 17 de julho de 2012

ÁGUAS DO PIRAQUARA- RUBENS FIÚZA

A obra de Rubens Fiúza na apreciação do professor Leonídio Ferreira de Oliveira, nome importante da educação abaeteense.

ÁGUAS DA PIRAQUARA repete, não obstante aprofunde, DO SÃO FRANCISCO AO INDAIÁ. Um defeito do autor? Sem dúvida, mas recordemos que se trata de um professor, acostumado a repetir para fixar. Além do mais, repetir é do estilo bíblico. Os evangelistas (ditos sinópticos) repetem-se. Os profetas do cativeiro repetem os livros dos Reis, repetidos nas Crônicas.
O autor, já maduro, se cristaliza. O estilo de contista não deve nada aos melhores do conto histórico. Não mais se concede a fraqueza de rebaixar conterrâneos dorenses; tece, com maestria, a trama das verdades, de maneira que até ao fim não termina senão recomeçando; a verdade histórica toma feições de novela. Não se quer parar. O importante está por vir. Quando se pensa que Inácio se retira definitivamente para seu feudo de Pompéu, lá vem de volta, prisioneiro das tropas de Isidoro. Quando se espera que escravos seus o defendam, seus escravos aclamam Isidoro. O marido de Sinhá Braba esteve por achar a morte aqui mesmo, no Quartel Geral.

sábado, 14 de julho de 2012

TIRADENTES- CRÔNICAS DA VIDA COLONIAL BRASILEIRA


A obra de Rubens Fiúza na apreciação do professor Leonídio Ferreira de Oliveira, nome importante da educação abaeteense.



TIRADENTES que serve melhor à ciência de Heródoto. Com profundidade, analisa Tomás Antônio Gonzaga, o jurista poeta.

E Tiradentes? Louco? Iluminado? Santo? Irrefletido? Resposta: muito de cada coisa. O “herói humano” (expressão de Aires da Mata Machado Filho) era feio, falastrão, beberrão, mulherengo, mas “o Xaviel era bão demais” (expressão da amásia Eugênia).

Pelo tema, pela resenha bibliográfica, presta-se sobremaneira ao estudioso da História. Repete também? Repete, mas avançando – avanço fruto do avanço da consciência. O literato assume o historiador, tomando por eixo a região tão rica que, graças ao contrabando, fez a riqueza dos países mais ricos no período (ou ciclo) da mineração.

E pensar que o minúsculo Indaiá e, ainda mais minúsculo, o Abaeté foram o abastecedouro da revolução industrial inglesa!

Quem foi quem na Inconfidência Mineira? Cláudio Manuel da Costa, o melhor poeta do grupo, era advogado de Barbacena, o encarregado de deflagrar a derrama. Cláudio “sabe demais”, expressão que justifica a “queima de arquivo.” Barbacena teme que Cláudio “revele”. Não o põe na cadeia, mas num esconderijo. Foi periciada a cela. Não se enforcou, foi enforcado. Mais figurões deviam sofrer a “Devassa”. Entre eles, Vieira Couto, amante outrora de Dona Maria, a rainha louca, e, provavelmente, o pai de D. João VI. 


______________________________________________________________

Ah! Histórias com sabor de estórias! Elas não fecham, descortinam horizontes. Daí, surgem as Minas do composto “Minas Gerais”: o “país das Minas” (dos mineiros) e o “país das Gerais” (dos geraleiros).  Este somos nós da MISF; aquele, Minas das montanhas, do ferro e do ouro, toma as rédeas da História. Literatura, música, arquitetura, escultura e pintura suas superam as de Portugal e Europa. O seu barroco é o melhor do mundo. Os “geraleiros” fomos (e somos) a escória social. O atrasadismo nos caracteriza. Não há estátua para o nosso heroísmo nanico. Consolemo-nos – aqui surgiu o Burrinho Pedrês e disto aqui se abasteceu Guimarães Rosa.
Ai! São histórias que desconcertam a orquestra da História.

Leonídio Ferreira Oliveira                             Maio/2012

domingo, 1 de julho de 2012

DO SÃO FRANCISCO AO INDAIÁ.

A obra de Rubens Fiúza na apreciação do professor Leonídio Ferreira de Oliveira, nome importante da educação abaeteense.





É a região entre os dois rios, por ele chamada de MISF (Mesopotâmia Indaiá- São Francisco).

Sob o pretexto de historiar Dores do Indaiá, traça, holisticamente, a geografia, a história política, a antropologia da região entre os dois rios, concluindo por conectá-la à História de Minas, do Brasil e do Mundo.


A obra nos leva a pensar que, depois dela, nada mais resta a dizer, tão vasta a pesquisa que a precedeu. O autor rastreia as obras por ele manuseadas, ao mesmo tempo em que narra os percalços para chegar a elas, tendo até de se atracar em luta corporal para obtê-las. Já vou adiantar- inutilmente.

Não bastasse o recurso às fontes escritas, palmilhou a região-palco, daí resultando a triste constatação do fim triste: do Quartel São João (como dos demais quartéis, exceto o Quartel Geral); da navegação do Alto-São Francisco; dos índios tamaraicas, caiapós e abaetés; do Diamante do Abaeté, o maior do mundo (que, se existiu, veio do Córrego da Fragata, município de Tiros, não do Abaeté, o rio).

O autor se lança a afirmações categóricas. A cabeça do alferes esquartejado foi enterrada cristãmente perto da lagoa do Quartel Geral- página pungente e dramática sobre o herói nacional. Contesta categoricamente a tradição sobre os fundadores da cidade de Dores.Sublinha a figura abjeta do marido de Dona Joaquina do Pompéu; exalta a figura do capitão Isidoro, autor, entre outras façanhas, de uma reforma agrária na região que sombreia o Indaiá.Demonstra por que somos o pior do pior da civilização brasileira.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

SERRA DA SAUDADE.


O livro Serra da Saudade é uma rara preciosidade da história do centro oeste mineiro em cujas páginas o autor Carlos Cunha Corrêa descreve a história de sua terra natal (Dores do Indaiá) e cidades vizinhas.

Editado em 1948 e com marcas profundas das impiedosas traças, as páginas amareladas nos trazem relatos interessantes e importantes do caminho velho para o Alto São Francisco, o picadão dos Guaiases, quilombos, o rancho da Boa Vista,o diamante do Abaeté...

Histórias da nossa gente, da nossa região ... pequenas cidades esculpidas na Serra da Saudade, entremeadas pelas águas caudalosas do São Francisco ou nas curvas do rio Indaiá cheio de diamantes como o Abaeté.

Rios, serras, matas, índios, picadas rumo a Goiás através das nossas trilhas... tudo isso e muito mais você vai encontrar nessa obra do dorense Carlos Cunha.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O DIAMANTE DO ABAETÉ & OUTROS CONTOS.

Para quem gosta de estudar a história da nossa região vai mais uma dica de leitura: O Diamante do Abaeté & Outros Contos.

O livro fala do famoso diamante do Abaeté que segundo o autor, Rubens Fiúza, nem sequer era do Abaeté.

A pedra encontrada em 1796 e que seria na época a maior do mundo teria levado um grande número de garimpeiros clandestinos em direção aos rios Indaiá e Abaeté.

Mas seria mesmo a maior pedra do mundo? Teria sido encontrada realmente no rio Abaeté? Quem teria encontrado?

O autor, Rubens Fiúza, nasceu na cidade vizinha de Dores do Indaiá em 1923 e se tornou um grande estudioso da história da região.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

MEMÓRIAS DE UM LAVRADOR E FARMACÊUTICO.

" ... selei o meu cavalo, o Castanho, montei e fui para a Estação do Clarindo, no fim da estrada Oeste de Minas, estrada de ferro Bitolina, e lá tomei o trem para a estação de Abaeté ... "
( trecho do livro de Firmino M. Ribeiro)

O autor do livro, Firmino Matias Ribeiro, nasceu em 1903 no Povoado dos Cristos, subúrbio do Arraial Buriti da Estrada, hoje cidade de Pompéu-MG.

Nas 204 páginas do seu livro de memórias ele narra a sua infância, as dificuldades vividas por sua família além de descrever a sociedade e os costumes da nossa região na primeira metade do século XX.

Através da sua descrição podemos conhecer melhor a vida de um lavrador naquela época, trabalhando primeiro em Pompéu e após o casamento passando a residir no município de Abaeté: Gonçalves, Porto de Pompéu, Riacho das Pedras.

Abandona a enxada se tornando mais tarde um farmacêutico no Junco e no Arraial do Bagre ( Felixlândia).

Sua história tem como cenário o chão abençoado do centro-oeste de Minas Gerais, o lombo dos animais ou os carros de bois como transporte, a travessia do São Francisco através da velha balsa, a vida rural, as doenças comuns da época, o colchão de palha de milho rasgada ... a construção da Br- 040 ligando o nosso estado à nova capital.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

JOAQUINA DO POMPÉU.

Causos surpreendentes de Joaquina do Pompéu contados por adultos e crianças, narrados nos intervalos entre uma ou outra atividade cotidiana. Histórias que despertam sentimentos: diversas histórias picantes, histórias grandiosas, histórias abertas... Histórias que fecundam a imaginação..."
É o que você encontrará neste livro!
(NORONHA, Gilberto Cezar. Joaquina do Pompéu: Tramas de memórias e histórias nos sertões do São Francisco. Uberlândia: EDUFU, 2007. p. 192).

Sobre o autor:

Gilberto Cézar de Noronha nasceu em Abaeté (MG) e até os 15 anos de idade estudou em Poções (município de Paineiras- MG) dividindo os afazeres da fazenda com a descoberta da leitura e da escrita.

Menino tímido, mas com sede do saber, veio para Abaeté onde fez o ensino médio na Escola Estadual “Dr. Edgardo da Cunha Pereira”. Em seguida, cursou Estudos Sociais e graduou-se em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Alto São Francisco e a partir daí tem atravessado rios e oceanos desvendando personagens e mitos, escrevendo, descrevendo e defendendo a história da nossa região.

Fez mestrado na Universidade Federal de Uberlândia em cujo trabalho vasculhou a vida de Joaquina do Pompéu, a grande dama do centro oeste mineiro do século XIX. O resultado da pesquisa está em seu livro Joaquina do Pompéu: Tramas de memórias e
histórias nos sertões do São Francisco (EDUFU,2007).

Também pela Universidade Federal de Uberlândia defendeu tese de doutorado sobre o Oeste de Minas Gerais com estágio de quatro meses na França pela École de Hautes Études em Sciences Sociales. E foi lá no Velho Mundo, mais especificamente em Paris, que esse jovem abaeteense se encheu de orgulho ao ver que a música sertaneja aprendida com seus pais, desde criança, agradava aos ouvidos também por lá, acompanhada de irreverência e do piano francês. Enfim, pôde experimentar na pele o que defende em seus artigos e em sua tese: de que não é preciso, nem aconselhável, abrir mão de nossas identificações locais para nos sentirmos parte ativa do mundo.

Como um bom mineiro, sem fazer alarde das suas conquistas, Gilberto tem vários artigos publicados em revistas importantes do país e uma infinidade de trabalhos apresentados em várias partes do Brasil, sempre focado na trajetória regional e na problematização das formas como temos escrito e ensinado a história do Brasil.

Além de pesquisador e educador de profissão o nosso conterrâneo é também músico “por distração”, mostrando intimidade com o violão, a flauta e os teclados (de uma velha sanfona renegada ou quem sabe um piano antigo encontrado numa cafeteria de "maison" da
Cité Universitaire Internationale de Paris). Canta e encanta com a simplicidade típica daqueles que segundo ele mesmo de tanto gostar de aprender,descobriram quão pouco a gente sabe.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

"TIRADENTES, CRÔNICAS DA VIDA COLONIAL BRASILEIRA"


Esse é o título de um dos livros de Rubens Fiúza, escritor nascido em Dores do Indaiá em 1923 e um grande pesquisador e estudioso da história da região.

Faleceu em 2000 deixando inúmeros trabalhos escritos inclusive "Tiradentes, crônicas da vida colonial brasileira" publicado após a sua morte.

Trata-se de uma leitura interessante, atraente e agradável. Vale a pena conferir!