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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ARQUIVO FOTOGRÁFICO DE ABAETÉ -PARTE I

Abaeté nos últimos anos tem sido palco de modernas construções com edifícios imponentes e belas casas que se espalham por várias partes da cidade.

Mas andando a pé e com o olhar voltado para a nossa história você pode contemplar residências e prédios do século passado que se mantém majestosos e são verdadeiras relíquias da nossa terra.

As fotos abaixo, feitas por Ivanize Álvares Abreu e Faria, destacam casarões com inúmeras e enormes janelas e portas em madeira, arcos e detalhes talhados com grande perfeição.

Confira abaixo uma parte da nossa memória arquitetônica... 


Antiga residência de Dona Lourdes Caco-Avenida Getúlio Vargas esquina com a rua Doutor Antônio Amador.
Antiga residência de Dona Lourdes Caco-Avenida Getúlio Vargas esquina com a rua Doutor Antônio Amador.
Residência da Teotina do Du- rua Antônio José Pereira esquina com a rua Doutor Antônio Amador
Avenida Dr. Guido esquina com rua Floriano Peixoto
Antiga residência da Dona Maricas do Geraldo do Enéas- Rua Almirante Barroso
Antiga residência do Sr. Suetônio Álvares de Abreu e Silva- Rua 3 de maio esquina com rua Marechal Deodoro
Avenida Getúlio Vargas
Avenida Getúlio Vargas
Residência do Sr. José Francisco Ramos- Avenida Teodoreto de Paiva
Residência do Sr. José Francisco Ramos- Avenida Teodoreto de Paiva
Residência da família Vilas Boas- praça da Matriz
Antiga residência do Bolão- Rua 13 de maio esquina com rua Marechal Deodoro
Residência da família do Dr. Avelino Dirino Arruda- Avenida Simão da Cunha
Residência de Arminda Mendes de Souza- antiga residência do Zé Tigre e Dona Mercês- Avenida Simão da Cunha
Residência do Sr. Zé do Fifico- rua Teodoreto de Paiva
Rua 13 de maio
Rua Floriano Peixoto
Forum Dr. Edgardo da Cunha Pereira- rua Frei Orlando esquina com avenida Simão da Cunha
Forum Dr. Edgardo da Cunha Pereira- rua Frei Orlando esquina com avenida Simão da Cunha
Rua Floriano Peixoto
Avenida Simão da Cunha
Residência da família Leite Praça- Rua Frei Orlando
Residência da família do Sr. Sebastião Teixeira Chaves- Rua Rua Floriano Peixoto
Residência da Elza do Virgílio
 Avenida Simão da Cunha
 Rua 13 de maio
 Rua 13 de maio
 Residência da família do Sr. José do Tote- Rua Teodoreto de Paiva
Residência da Dona Juraci do Zé do Pedro- Avenida Dr. Guido.
 Residência do Dr. Ari Simões- avenida Simão da Cunha
 Residência da Dona Yolanda do Dr. José Lucas- rua Marechal Deodoro
 Residência do Sr. Cássio Alves de Oliveira- rua Marechal Deodoro
 Antiga residência  do Sr. Manoelzinho- Avenida Dr. Guido
Residência da família de Dona Marieta Arruda- Avenida Getúlio Vargas
 Residência de dona Clarinda e Zezé do Santinho- rua Dr. Antônio Amador
 Residência de dona Alzira- rua Teodoreto de Paiva
 Rua Dr. Antônio Amador
 Avenida Getúlio Vargas esquina com a rua 13 de Maio
Residência da família de Edgardo Abreu e dona Helena- Avenida Simão da Cunha esquina com rua Teodoreto de Paiva
 Rua 13 de Maio esquina com rua Almirante Barroso
Residência do Sr. Arturzinho- Avenida  Dr. Guido
Residência de Nininha Caco

Todas as fotos dessa postagem foram feitas por IVANIZE ÁLVARES ABREU E FARIA, abaeteense de nascimento, alma e coração.Obrigada pelo grande registro da nossa história e por me permitir fazer uso do seu precioso arquivo.                                                                         

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

8º BRINCARTE DE ABAETÉ

Mais uma vez as crianças do nosso município puderam se divertir durante todo o dia 12 de outubro, dia dedicado a essas criaturinhas que nos alegram e nos encantam com suas peraltices.

A festa aconteceu na praça da Prefeitura que ficou totalmente tomada pelos diversos brinquedos, barracas de cachorro quente, refrigerante,pipoca, picolé, bolo, maçã do amor e a sacolinha surpresa.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

HISTÓRIA E MEMÓRIA- ABAETÉ/1959

Fatal acidente de aviação ocorreu ontem, às 11;30 horas aproximadamente, na cidade de Abaeté, ocasionando a  morte do piloto , que era uma figura bastante relacionada e estimada nesta capital, onde residia e deixando gravemente ferido um jovem da sociedade abaeteense.

Procedente de Goiânia, o avião Cessna (...) sobrevoava aquela cidade quando, em consequência de uma pane,projetou violentamente contra o solo. O Cessna era pilotado por Jair de Almeida Praxedes de 34 anos de idade, piloto civil,residente nesta capital à avenida Progresso (...)

                                  EM ESTADO DESESPERADOR
O outro ocupante do aparelho, Silésio Mendonça de 22 anos de idade, caixa do Banco Mineiro de Produção e cunhado de seu infortunado companheiro de vôo, recebeu gravíssimos ferimentos, estando hospitalizado (...) em estado desesperador.

(...)




Fotos do avião antes e depois da queda.



Fonte: As fotos foram cedidas por José Eustáquio de Andrade e Bruno Jordison , abaeteenses amigos e grandes construtores  da nossa história. Obrigada sempre!

Sobre o acidente assim escreveu Dr. José Alves de Oliveira:

"O único acidente aviatório com perda de vida (...), ocorreu dia 29 de abril de 1959. Um pequeno avião de dois lugares, pilotado por Jair de Almeida Praxedes e tendo como passageiro Silésio Mendonça, o conhecido 'Funcho', levantou vôo de nosso campo e, antes de rumar para Belo Horizonte, seu destino, resolveu o piloto fazer vôos rasantes sobre a cidade. Tão rasantes os fez que acabou caindo no quintal de uma casa da rua 13 de maio (...).O piloto teve morte imediata; Funcho e o avião saíram bastante avariados. "                                                                           

domingo, 7 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012

Prefeito

Armando Greco Filho-Armandinho  (DEM)                        6558
Higino Cunha Valadares-Higino dentista  (PT)                        5564
Vicente Ferreira Lamounier Filho-Nem do Hospital (PV)         2107

Eleitorado - 18.346
Comparecimento -15205
Votos em branco-326
Votos nulos-650

Vereadores eleitos

01-Gê da prefeitura-1350 votos- coligação “Abaeté cada vez melhor” (PDT, DEM, PTC, PSDB) - chapa Armandinho e Sílvio Leiteiro

02-Celinho do Fio Arruda-1160 votos- coligação “Ética, Trabalho e Transparência” (PV, PPS, PRB e PRP) - chapa Nem do Hospital e Dinho do Priminho 

03-Có padeiro-764 votos- coligação “Todos por Abaeté” PTB, PT, PT do B, PP, PMDB, PSC, PR, PSB e PSD) chapa Higino Dentista e Marta Vânia  

04-Celeste-753 votos- coligação “Abaeté cada vez melhor” (PDT, DEM, PTC, PSDB) - chapa Armandinho e Sílvio Leiteiro

05-Maurício Patão-598 votos- coligação “Abaeté cada vez melhor” (PDT, DEM, PTC, PSDB) - chapa Armandinho e Sílvio Leiteiro

06-Fernando Peixinho-587 votos- coligação “Ética, Trabalho e Transparência” (PPS, PV, PRB, PRP) - chapa Nem do Hospital e Dinho do Priminho

07-Marcelo do Dr. Guido-524 votos-coligação “Todos por Abaeté” (PR, PTB, PT, PT do B, PP, PMDB, PSC, PSB, PSD) chapa Higino Dentista e Marta Vânia

08-Gilmar vendedor-499 votos- coligação “Abaeté cada vez melhor” (PDT/DEM/PTC/PSDB) - chapa Armandinho e Sílvio Leiteiro

09-Valdeci Cachorrão-444 votos-coligação “Todos por Abaeté” (PSD, PTB, PT, PT do B, PP, PMDB, PSC, PR, PSB) chapa Higino Dentista e Marta Vânia


10 - Rosa Psicóloga (PV) - 538 votos

11 - Bode (PSDB) - 472 votos

12 - Vandélio (PDT) - 429 votos

13 - Evando Crush (PSDB) - 425 votos

14 - Ju do PSF (PTB) - 388 votos

15 - Luizinho Parabólica (PSDB) - 304 votos

16 - Lu Professora (PT) - 266 votos

17 - Caçarola (DEM) - 265 votos

18 - Robson Professor (PTC) - 224 votos

19 - Toninho Raucrau (PSD) - 219 votos

20 - Tubarão (PDT) - 217 votos

21 - Carlos da Autoescola (PT) - 209 votos

22 - Cacilda do Barão (PDT) - 194 votos

23 - Valéria do Tadeu (PV) - 188 votos

24 - Toe Resende (PSB) - 184 votos

25 - Marcelo Lopinho (PPS) - 171 votos

26 - Silberty (PSDB) - 160 votos

27 - Juliano Amaro (PV) - 153 votos

28 - Fabrício Piu (PT) - 152 votos

29 - Jadir do Taxi (PSB) - 149 votos

30 - José Maria (PSD) - 139 votos

31 - Almeida (PPS) - 124 votos

32 - José Pereira (PV) - 110 votos

33 - Dr. Márcio Grossi (DEM) - 105 votos

34 - Iria (PPS) - 103 votos

35 - Briozo (PV) - 101 votos

36 - Sílvio Parabólica (PV) - 99 votos

37 - Adelson Cowboy (PV) - 95 votos

38 - Shirley Moreira (PV) - 69 votos

39 - Bispo Teixeira (PPS) - 57 votos

40 - Edinho Braga (PT do B) - 57 votos

41 - Rosaura Ideal Recargas (PV) - 53 votos

42 - João Cagão (PSC) - 50 votos

43 - Selma Artesã (PDT) - 45 votos

44 - Marcília (PSDB) - 43 votos

45 - Maria José (PMDB) - 40 votos

46 - Ana Paula Raucrau (PSD) - 40 votos

47 - Patrícia (PSDB) - 36 votos

48 - Raquel Braga (PT do B) - 34 votos

49 - Adelino Pescador (PV) - 29 votos

50 - Elio Pastor (PT) - 17 votos

51 - Cristina Hospital (DEM) - 6 votos

52 - Conceição (PP) - 1 voto

53 - Glorinha do PSF (PV) - 0 voto

54 - Silvana (PV) - 0 voto


Fonte:http://divulga.tse.jus.br/oficial/index.html

terça-feira, 2 de outubro de 2012

SENADOR SOUZA VIANNA

Fonte: Arquivo da Escola Municipal "Senador Souza Viana"


O Dr. José Cândido de Souza Vianna nasceu na cidade de Curvelo- MG, no dia 7 de novembro de 1855, filho do Coronel Antônio Cândido de Souza Vianna e D. Maria Cândida Vianna.

Fez seus primeiros estudos no internato do Seminário de Diamantina, que, como o Caraça recebia também alunos que não se destinavam à carreira sacerdotal e eram os únicos Educandários de Minas. Posteriormente, seu pai o enviou, juntamente a seus dois irmãos Pedro e Antônio ao Rio de Janeiro, onde ingressaram os três, na Faculdade de Medicina, vindo nosso avô a se formar depois de defender tese, no dia 22 de dezembro de 1882, conforme o diploma que tenho em mãos e que fará neste ano de 1982, o seu centenário. Os dois irmãos que foram com ele também se formaram em Medicina. Pedro ficou no Rio e se casou com Luiza, filha do célebre jurista Cândido de Oliveira Conselheiro do Império. Morreu moço ainda, vítima de uma doença que contraiu quando estudava uma certa moléstia. Antônio voltou para Minas onde exerceu a medicina, vindo a falecer em Curvelo.

A viagem de Minas à corte do Rio de Janeiro era muito difícil, quase toda feita à cavalo, transpondo a Serra da Mantiqueira e os meninos iam protegidos pelos escravos da família. Não me recordo quando foi inaugurado o “Caminho Novo” para as Gerais que ligava Juiz de Fora ao Rio. Pedro Nava descreve muito bem a construção desta estrada num de seus livros. Lembro-me de vovô contar que passou por estes caminhos várias vezes. Era um sistema denominado “Postas”: carruagens muito bem cuidadas, com dois cocheiros bem vestidos, faziam o percurso no horário rigorosamente certo, parando de tantos em tantos quilômetros, nas “Mudas” onde trocavam os animais por outras parelhas descansadas e bem alimentadas nos embornais de milho (as rações são modernas).A viagem não se atrasava e tudo era feito com muita precisão.

Os meninos tinham no Rio um amigo de seu pai, o Barão de  ......... (não recordo o nome) que lhes fornecia a mesada e tudo de que precisavam. Naqueles tempos, formava-se primeiro em farmácia, para só depois ingressar na Escola de Medicina. Nosso avô destacou-se logo nos estudos médicos, chamando a atenção do grande médico e professor Hilário de Gouvêa (nome de rua no Rio de Janeiro) casado com Rita de Cássia, irmã de Joaquim Nabuco. Vovô foi convidado para ser seu assistente. Aceitando, trabalhou com ele na clínica geral e de olhos. 
                                                                                                                                                              

Na grande epidemia da varíola trabalhou com tanto espírito de sacrifício que foi agraciado com a Comenda da Ordem da Rosa do Império do Brasil. Este diploma está com Oswaldo, num quadro, em lugar de destaque no seu apartamento em Ipanema-Rio, com a assinatura da Princesa Imperial Regente. Na sua formatura, seu mestre Hilário de Gouvêa o presenteou com o anel de grau ( que foi roubado) e D. Rita, com um lindo alfinete de gravata que hoje pertence ao mano Edgardo, presente do vovô ao seu primeiro neto médico.


Seu pai, o Coronel Cândido, também foi condecorado com esta comenda, por ter mandado muitos de seus escravos e um filho ( Janjão) para a Guerra do Paraguai.Ao voltarem os escravos eram livres.

Voltou para Minas, exerceu a Medicina em todo  oeste do estado, atendendo chamados a qualquer hora do dia e da noite. Mantinha dois pajens arrieiros para viajar com ele e cuidar dos animais. Eram sempre portugueses, muito fiéis. Nunca quis trabalho escravo para si e os seus. participou, quando estudante no Rio, da campanha abolicionista e foi contemporâneo de Castro Alves e o viu improvisar uma poesia linda, numa mesa de bar, a pedido dos estudantes e outra vez, num teatro para reunir fundos para a campanha.

Quando já estava clinicando em Minas, passou por Abaeté e hospedando-se em casa do Coronel Teófilo Ezequiel de Oliveira Campos, bisneto de D. Joaquina de Pompéu, enamorou-se de sua filha mais velha, Faustina Cândida que estava regressando de seus estudos no Colégio de Macaúbas em Santa Luzia, o único educandário para meninas em Minas, naquele tempo. Casou-se com ela e estabeleceram residência em Pitangui onde nasceu sua primeira filha – Alda, em janeiro de 1888.

O vigário, Pedro Américo, pôs-lhe à disposição sua chácara nos arredores da cidade, um pouco distante do centro. Vovó, acostumada com as escravas de sua casa em Abaeté, sentia falta delas para os serviços da chácara e da cozinha. Precisava de um rapaz para as compras na cidade. Vovô não queria escravos e empregados de aluguel eram raros. Sabendo da dificuldade que a filha enfrentava, o nosso bisavô (tenente Ezequiel) mandou de Abaeté um escravo novo, jeitoso, bem educado chamado Gaspar que não tardou a dar trabalhos ao delegado que não queria desagradar o Doutor. É que o Gaspar não ficava à noite na chácara. Fugia para a cidade, bebia nos botecos e , valentão, bonitão, corpulento nos seus bem criados dezesseis anos, brigava e desafiava todo mundo, acabando as noitadas na cadeia. Vovó sabia mas não contava as tropelias do escravo ao vovô, preferindo ela mesma cair às contas com ele. Mas,um dia o delegado apresentou as contas de carceragem ao Doutor. Vovô pagou e ficou feliz, foi uma boa desculpa para mandá-lo de volta à casa de seu sogro.


Elegeu-se deputado Geral ao tempo da Monarquia, derrotando em Minas o candidato contrário- Felício dos Santos- em 1890. Deslocando-se para o Rio de Janeiro, afim de tomar posse do cargo, soube em Barra do Pirahi, da Proclamação da República. Resolveu acabar de chegar para ver as coisas. O Rio de Janeiro era uma festa sem fim, contava vovô.

Os militares organizaram bailes, desfiles, banquetes em comemoração à vitória. Vovô chegou a ir a alguns bailes e (...)

Pitangui ofereceu uma festa extraordinária ao vovô pela eleição dele, no sobrado que pertenceu a Joaquina de Pompéu, hoje ocupado pela Prefeitura Municipal. Vovó me contou que foi a cunhada de Rui Barbosa, esposa do Juiz de Direito de Pitangui, quem a penteou para o baile. Tenho o retrato.

Vovô não se deu com o clima de Pitangui, muito frio e úmido. Apanhou reumatismo e se mudou logo para Dores onde ficou pouco tempo, indo para Curvelo onde clinicou vários anos.


Quando mamãe nasceu (D. Alda Viana), vovó que só tinha 17 anos, ficou muito doente e a avó de mamãe, D. Faustina que estava em Pitangui para assistir ao parto da filha, levou a netinha para Abaeté e a criou até os cinco anos. Os nossos avós não tiveram coragem de mandar buscar a menina que era adorada pelos avós. Por isso vovô resolveu mudar-se para Abaeté em 1892. Elegeu-se Presidente da Câmara Municipal (hoje prefeito) e posteriormente Senador ao Senado Mineiro. Em Abaeté nasceu mais dois filhos: Oscar e José ( Juca).



(...)



Espírito culto, adiantado para a época, levou oleiros italianos para Abaeté, onde ninguém conhecia tijolos. As casas eram todas de adobe. A primeira casa de tijolos foi a da fazenda dele, depois a Igreja, Cemitério,etc. Instalou moinhos de vento para abastecimento de água na cidade, construiu o Fórum e a Cadeia Pública, mandou o engenheiro Palmério traçar a planta da cidade. levou professores de fora para lá e criou uma escola mais adiantada que ensinava até línguas, chamada “Esternato” e mandou vir de Pitangui um excelente professor – Nhonhô Macedo.



Médico admirável, devotado à profissão, espirituoso por natureza, mordaz nas críticas, caridoso e desprendido sabia curar doenças graves, infecciosas, naqueles tempos que não conheciam os antibióticos. Fazia clínica geral, era também oculista e operava olhos e garganta. Vovó dizia dele: Vianna tem coração de ouro- perdoa depressa e sempre.


Faleceu em Abaeté em 1943 aos 87 anos de idade, lúcido até o final.

(retirado do texto original escrito pelo neto do senador- Dr. Aloysio da Cunha Pereira)