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quarta-feira, 22 de julho de 2020

HISTÓRIA E MEMÓRIA DE WAGNER TÚLIO PEREIRA

OS SANTOS DO ABAETÉ

Wagner Tulio Pereira

Conhecemos muito pouco da nossa história. Vamos dar um mergulho nesses santos homens e santas mulheres de nossa região, que ficaram esquecidos em nossas mentes e corações. Primeiramente, vamos falar do nosso Frei Orlando. Quem foi esse frade franciscano que nasceu em Morada Nova e morreu na Itália aos trinta e dois anos? Foi registrado com o nome de Antonio Alvares da Silva, tendo ficado órfão com apenas um ano de idade. Foi criado por uma família muito católica, que despertou nele a vontade de trabalhar para os pobres. Estudou para padre em Divinopólis e foi morar em São João Del Rey, onde lecionou no Colégio Santo Antonio, onde hoje é a sede da UFSJ. Também tive a honra de lecionar naquele local no curso de homeopatia da UFV. Naquela cidade criou a “sopa dos pobres” já mostrando seu cuidado com os menos favorecidos. Durante a II guerra mundial alistou como capelão para prestar assistência aos soldados brasileiros na Itália. Aos trinta e dois anos foi morto com um tiro de um soldado da resistência italiana. Ele cumpriu a sua missão religiosa. Seu sangue foi derramado em solo italiano para resgatar a vitória dos ideais democráticos dos Aliados. Hoje é um dos patronos do Exército brasileiro. Também temos que enaltecer um pracinha de Abaeté, que lutou na Itália com bravura e coragem, “Seu Inácio” do cinema. Um homem exemplar que sempre escolhia bons filmes para a criançada e adultos se divertirem e buscar novos conhecimentos nas sessões do Cine Abaeté. “Seu Inácio” teve lindas filhas. Tive a honra de ser colega no Grupo Frederico Zacarias da sua filha Isabel, uma verdadeira princesa. Alegre, inteligente, inquieta e criativa. Era uma criança divina que encantava a todos. Hoje deve ser uma rainha, como a Romy Scheneider no filme Sissi, a Imperatriz que também tinha o nome de Isabel. Juro por Deus que adorava ir às aulas no Frederico para admirar a beleza e o encanto da Isabel. O cine Abaeté representava nossas projeções e desejos do realismo fantástico. Grandes heróis passavam na tela mental da imaginação. Charlie Chaplin, Joselito, Tarzan, Kirk Douglas, Cantinflas, Oscarito, Grande Otelo Mazzaroppi, Fellini, Glauber Rocha e tantos outros atores e diretores. Eram nossos deuses da tela panoramica do Cine Abaeté, graças ao nosso pracinha “Seu Inacio” do cinema. Não posso esquecer do Waldir do cinema, Jamil, Zé Mourão, que sempre tinham um sorriso na entrada do cinema. Tinha também o Ronaldo Soares, que caprichava nos cartazes e fotografias do filmes. Nas matinés de domingo era aquele alvoroço na porta do cinema para troca de figurinhas e revistas em quadrinhos. O Herculano era o campeão das revistas, mas eu era o zelador delas, porque se sua mãe soubesse que gastava seu rico dinheirinho em revistas, ele estava frito. Também um homem santo do Abaeté, sempre prestativo e alegre carregando dezenas de personagens e histórias em sua vida de luta.
Convido a todos para fazermos uma campanha para enviarmos uma carta ao Santo Padre de Roma para canonizar todos os Santos da nossa região. Vamos pedir primeiramente a canonização do Frei Orlando e da Barbica da Santa Casa, a nossa Irmã Dulce. Fez tanta caridade naquela Casa, que não dá para contar. Ela recebeu uma herança da sua família e doou tudo para melhorar o atendimento daquela instituição da época. Somente uma alma tão despreendida desse mundo material poderia ter esse gesto de desapego. Estamos longe dessas almas tão evoluídas. Atualmente, assistimos um filme de terror de Boris Karloff, como noticias falsas, covids, guerra comercial, guerra biológica, medo, violência, pânico e tantas outras mazelas sociais. Sentindo lá do fundo do coração, creio que o melhor mesmo é orar e meditar para essa onda passar rapidamente. Desse jeito só o Santo Padre pode nos ajudar! Amém!

HISTÓRIA E MEMÓRIA DE MARIA DE LOURDES MENDES PARTE 04

Tereza Andrade e José do Quinzinho


A gente é resultado de uma construção histórica e para falar dela temos lembrar de dois grandes abaeteenses Tereza Andrade e José do Quinzinho. Tereza, doce pessoa que passou por aqui, um anjo, ligada a obras sociais, ao amor e a pintura. Uma artista sensível, que dava luz e vida a seus quadros. Pintou e doou os quadros da Via Sacra da Igreja matriz Nossa Senhora do Patrocínio. Quando criança visitava sua casa com minha mãe e tinha um quarto que utilizava como Capela e era uma casa muito abençoada, ficava na Rua Jader Moura, em frente a Cartório de Registro de Imóveis, onde é hoje a Invest Leilões. José do Quinzinho, pessoa de uma grandeza, otimismo e alegria enormes. Era uma espécie de “faz tudo” na Cooperativa dos Produtores Rurais de Abaeté e Região, acolhia, atendia, varria os passeios, espanava a poeira sem parar. Me chamava a atenção como tratava as crianças, com muito respeito, nos tratava como pessoas grandes, talvez por amar muito o que fazia. A nossa homenagem a esse casal que deixou história e saudades...

quarta-feira, 15 de julho de 2020

HISTÓRIA E MEMÓRIA DE MARIA DE LOURDES MENDES- PARTE 03

Um bairro charmoso em Abaeté


Sempre gostei do Bairro Marmelada, é gostoso, limpo, o povo é caprichoso, mora pessoas do bem, honestas e trabalhadoras. Desde pequena gosto de lá, onde passei horas agradáveis com muitos amigos. Onde morou vovó Joana cozinheira da Santa Casa na Rua Santa Luzia, Maria do Quintino, mãe do Eliziário, Alzira e Arminda que era cheia de charme e gostava de andar toda impiriquitada, amigos de minha mãe que trabalhavam na Fazenda Palmeiras, da mãe da D. Lourdes Vianna. Moravam na Rua Nelson da Luz com Professor Modesto ( hoje Elza e Walter) . Em frente a casa deles moravam o “Tio” casado com a Quinha e irmão da Maricota, vendedor de bananas, muitos vão lembrar, andava pelas ruas vendendo bananas num balaio. Grandes pessoas moraram ali, Madalena, Raimundo Pepe, pai do Raimar meu amigo, José Redondo, Aprigio, dentre outros que ajudaram muito Abaeté. Na praça da APAE tinha um casarão onde uma senhora fazia lindas bonecas de panos e a gente ia na janela comprar. Na juventude convivi com amigos do bairro os filhos do Zezé Miranda e Ligia, faziam deliciosas geleías e a Fia irmã do Antônio Maria também fazia infinidades de doces. Foi ali que começou Abaeté, é um bairro cheio de peculiaridades, a praça David Silvestre, onde tem um grande cruzeiro, quando havia estiagem em Abaeté, os padres faziam procissões com os fiéis, das Igrejas até a cruz, rezavam e levavam latas d’água que jogavam aos pés do cruzeiro, era só acabar a procissão com as rezas e a chuva caia. Saindo desta praça tem uma rua na qual existe uma escada enorme. Passam neste bairro córregos de água, dentro dos quintais, é lindo ! A amiga Lourdes, irmã da Vera da Casa Moura, no jardim de sua casa passa um Córrego, não existe nada mais charmoso! Não se vê falar nada de ruim deste bairro, praticamente não existe violência, também mora lá uma pessoa muito importante para Abaeté que levou muito a sério tirar as crianças da rua e levá-las para o esporte Karatê, que é o Professor João Damásio, através disso o bairro foi muito protegido. Meu pai nos anos 60 comprou um casarão, perto da Praça da entrada da APAE, a porta principal da casa tinha uma chave enorme, quase do tamanho da palma da mão, a casa era grande e ele dividiu em duas e construiu mais três barrações para alugar, um quintal grande que dava para os pastos do Senhor Chiquinho Pires, nos fundos uma grota com barrancos dos dois lados, cheio de flores silvestres e ipês amarelos, corria um regato de água, a gente chegava ali e se deliciava da natureza abundante, vendo e sentindo as flores despencarem do pé de Ipê e cair no fundo daquela grota, como se ali fosse o paraiso, tudo aquilo continua impregnado em mim, a paz que sentia naquele lugar, é como se o céu penetrasse na terra. Os pastos do Senhor Chiquinho era o lugar preferido para as crianças brincar, no meio das flores, do mato, das corredeiras de água, das grotas com sumidouros. Quando pré-adolescente andava ali com meu amigo Professor Valério Lúcio e seu cachorro usufruindo daquele cenário lindo da natureza. Enfim, abrigou e abriga grandes pessoas que não citarei nomes, por receio de esquecer alguma. É um bairro cheio de charme, beleza e preservação da natureza.

sábado, 11 de julho de 2020

HISTÓRIA E MEMÓRIA DE MARIA DE LOURDES MENDES-PARTE 02

BARBICA DO HOSPITAL



A 1ª a esquerda Barbica, de pé vestido escuro Joana cozinheira da Santa Casa e sua filha Zezé, a outra esqueci o nome. A menina de branco Maria Antônia minha prima, sentada de vestido de babado minha mãe Zica, a outra sentada minha tia Fiinha e a da direita com as crianças, Felicia cozinheira da Vila Vicentina.
Um gesto de desprendimento e amor.
Muitas pessoas devem ter conhecido ou ouvido falar na Barbica do Hospital ( Barbara Carolina de Melo ). Pessoa extraordinária, dotada de muita paz e amor no coração. Não sei de onde veio, só sei que ajudou muito para que hoje tivéssemos um Hospital tão bem estruturado. A Santa Casa de Misericordia de Abaeté tinha excelentes médicos, mas a parte física carecia de reformas, pois já não comportava todos os doentes que dela precisavam. Já se falava em construir um novo prédio que atendesse a demanda da época. A Barbica trabalhava na Santa Casa e ouvia sempre os comentários a respeito da construção de um novo Hospital que demandaria grandes recursos. Era completamente imbuída de grande amor por aquela casa e bastante desprendida. Foi criada por uma pessoa chamada Baba, pessoa de grandes recursos. Quando Baba faleceu deixou uma herança considerável para a Dindinha Barbica, como minha irmã e eu a chamávamos. Com o dom do silêncio que sempre teve, pois gostava mais de fazer, procurou o Frei Mário e se aconselhou com ele como poderia deixar aquela herança para tão grande causa, já que vivia ali e não necessitava de dinheiro para as suas despesas. Frei Mário procurou a diretoria da Sociedade São Vicente de Paulo e conciliou aquela doação. E a herança da Dindinha Barbica foi passada através da Sociedade São Vicente de Paulo para ser usada na construção do novo hospital. Chegou a morar muitos anos no novo hospital, tinha um quarto, onde hoje é a sala dos médicos, embaixo em frente a enfermaria dos homens. Todos os domingos minha irmã e eu iamos visitá-la, como ganhava muito chocolate, naquela época mais em pó, quando a gente chegava ela dizia: guardei tudo prá vocês. Esse anjo de bondade que só nos trouxe paz e alegria, faleceu em 1.976 e está enterrada no túmulo nº 363 do Cemitério local, túmulo esse da nossa família. O hospital denominou com seu nome a “Maternidade Barbica “ e a Câmara Municipal de Abaeté, reconhecendo os seus feitos, fez uma homenagem, dando nome de uma rua perto do DER, Rua Barbara Carolina de Melo. Tenho uma sobrinha com o nome Barbara Carolina, filha da minha irmã, também em sua homenagem.

terça-feira, 30 de junho de 2020

HISTÓRIA E MEMÓRIA DE MARIA DE LOURDES MENDES- PARTE 01

Maria de Lourdes Mendes ou Lourdinha do Alberico ou Lourdinha do Gellito nos presenteou com esse texto maravilhoso que além de relatar a sua infância também relata a história de Abaeté.




Meus primeiros anos de vida foram vividos na Santa Casa de Misericordia de Abaeté, serviram para me fortalecer como pessoa, devido as experiências vividas ali. Lembro bem daquela casa, posso desenhá-la por dentro, como posso desenhar os sentimentos de saudade, amor, misericórdia , conforto e alegria que essas recordações trazem ao meu coração. A casa ficava na esquina da Rua Frei Orlando do Av. Barão do Indaia , onde hoje fica a UPA, era um casarão retangular com frente para a Frei Orlando, com um grande anexo nos fundos onde ficava uma grande cozinha e depois um corredor com três quartos grandes, onde a gente morava. Na frente da casa tinha uma pequena escada de degraus mais para a direita do casarão, que entrava para uma sala com um corredor, um quarto à esquerda e quartos à direita, pertencia à Sociedade São Vicente de Paulo cujo patrono São Vicente de Paula , ficava num altar ou no quarto à esquerda ou na sala de entrada quando precisavam do quarto ( hoje a imagem fica na entrada, sala de recepção do Hospital local). A casa era de assoalho de tábuas largas. Meus pais eram enfermeiros minha mãe, jovem idealista, criada na Fazenda Olhos D água há 9 kms de Abaeté alimentava o desejo de trabalhar na saúde, não podia ver ninguém reclamando de alguma dor que queria deitar a pessoa para cuidar dela, minha família é muito voltada para a área de saúde . Na época mais duas tias Fiinha e Luzia trabalhavam na Santa Casa, Fiínha era viúva, enfermeira, morava ali juntamente com sua filha, depois casou e mudou, fazia atendimentos como parteira. Quando meus pais casaram continuaram morando por anos num anexo nos fundos, meu pai era enfermeiro e cuidava da parte mais pesada ( carregar os doentes e etc ) e minha mãe da parte mais delicada da enfermagem. Nos fundos possuía uma grande cozinha , dividia com a copa por um vão aberto e no chão degraus compridos , onde minha irmã e eu sentávamos de manhã. Nossa madrinha Barbica fazia uma mistura de leite com pão e colocava pacientemente nas nossas bocas, os médicos tomavam café na copa e Dr. Edgardo nos dava biscoitos de maisena todas as manhãs. Lembro-me bem de Dr. Amador, pediu minha mãe para ser meu padrinho de batismo e tenho muito orgulho disso, Dr. Avelino era padrinho de batismo de minha irmã, Dr. Maia e Dr. Fernando grandes amigos, anos depois voltaram a trabalhar juntos Dr. Maia no Sindicato Rural de Abaeté e Dr. Fernando no Hospital local. Gostava muito do Dr. Canuto e quando ele voltava prá casa eu pegava no seu dedo mindinho e o levava até o portão dos fundos que é no mesmo lugar de hoje, uma passagem na cerca de madeira. Minha mãe era cheia de compromissos, auxiliava Dr. Canuto nas cirurgias e participava de vários compromissos na Igreja católica, religião tradicional de minha família. Minha irmã e eu passávamos o dia num caixote grande no corredor da Santa Casa. Quando era hora de tomar banho e mamadeira, Dindinha Barbica nos levava para o seu quarto que ficava no corredor e lembro-me do banho, das mamadeiras de leite quentinhas e gostosas e da soneca depois. Quando comecei a caminhar sozinha era curiosa e fugia para o quintal. O necrotério ficava atrás da casa e quase sempre havia velório, naquela época usava-se fazer velórios nas casas, como havia muitas pessoas nas roças, quando morria alguém que morava na roça, ficava no velório até a hora do enterro. Era um chalezinho, que dava para a Av. Barão do Indaiá, uma sala média com uma grande pedra no meio onde colocavam os corpos antes de colocar nos caixões que mandavam fabricar , caixões quase sempre roxos. Observava aquele corpo em cima da pedra fria e muitas pessoas chorando ao redor e ficava tentando entender o que era aquilo, uma pessoa deitada quieta e as outras chorando. Às vezes brincava no jardim, aqueles jardins antigos, entre os canteiros haviam tijolos que foravam o chão, canteiros cheios de flores, passava a manhã brincando no sol. Quando vinha alguma visita na Santa Casa serviam o lanche na grama do quintal debaixo de árvores, era uma delícia, quase sempre com a presença do Frei Mário. No quintal também tinha muitas galinhas que criavam para a despesa e gostava de jogar milho para as galinhas. Tenho até hoje um coxinho que minha mãe comprou para dar água para as galinhas. Na hora do almoço fugia para o isolamento onde ficavam os doentes graves que não podiam entrar em contato com os outros internos. Subia em suas cama e comia nos seus pratos. Naquela época os vírus eram bem menos agressivos. À tarde assistia minha mãe dar banho nas mulheres da enfermaria, que ficava na parte superior da copa. Colocava bacias enormes cheias de agua e ficava vendo admirada aquelas mulheres com peitos grandes. Presenciei também pessoas morrendo, vi uma menina chamada Aparecida de 12 anos morrer. Era uma forte observação de tudo aquilo que acontecia, de certa forma positiva porque como disse minha irmã mais nova Rita sou muito forte para lidar com certas coisas em detrimento dessa experiência. Aos domingos nossa mãe nos vestia com vestidos lindos e engomados, arrumava o cabelo com laços e fitas para ir à missa na Igreja Matriz N. Senhora do Patrocinio, na época o padre Frei Mário subia no púlpito de madeira no meio da igreja e pregava como se quisesse colocar as coisas dentro da cabeça das pessoas, talvez colocar juízo . Brincava também nas casas dos vizinhos do hospital, me lembro muito de uma sra. chamada D. Joana que morava em frente ao hospital, família da Lurdinha da Maria da Joana e também no Posto de Saúde que ficava na esquina no mesmo quarteirão, pois os encarregados do Posto e enfermeiros eram amigos e compadres de meus pais e os chamava de vovô João e vovó Tina, os pais da Maria Rita, mãe do Hendel. Naquela época uma moça solteira ficar grávida, era uma coisa absurda, lembro de uma que ficou que morava perto da Santa Casa, quando passava na rua todos olhavam e comentavam. Naquela casa vivi dias maravilhosos, protegidos por minha família e amigos verdadeiros, foi uma experiência diferente e bacana os primeiros anos de minha vida.

Alguns  comentários sobre o texto:

Lourdinha quem fazia os caixoes era o Kim...Ele morava na Barao do Indaia onde hoje e a casa da Catarina do Eduardo da farmacia.....Estudava no Colegio das Irmas no primeiro ano primario tinha um colega chamado Geraldo Valadares filho Bia Garcia e D.Conceicao que teve tetano proveniente de machucado no pe...Esta crianca morreu aos 7 anos na Santa Casa...Lembro bem que D.Policena Alberto nosda professora nos levou para uma visita ao Geraldo Valadares ...Dias depois ele faleceu....Ficou gravado....(José Eustáquio Andrade)

Adorei saber mais da sua história de infância, querida amiga. Sem dúvida bem diferente da maioria. Tenho a impressão de que essas vivências foram determinantes na formação desse ser humano que tem a caridade e o amor como nortes de vida.
Comecei a entender de onde veio tanto cuidado com o próximo.
Que privilégio ter feito parte da história de sua juventude.... (Bernadete Ribeiro)


Que bela história de vida, Maria De Lourdes Mendes! Parabéns pela narrativa, tão rica de detalhes! Tenho algumas lembranças da Santa Casa, onde ia com minha mãe! Obrigada por esse belo presente!
(Valdenice Gontijo)


Parabéns pelo texto e pela estória de vida! Meus avós maternos moravam em uma casa em frente a Santa Casa (onde foi construído um prédio). Eles se mudaram daqui antes do casamento da minha mãe, nos idos de 1958. Não deve ter sido na mesma época que seus pais moraram lá... Minha mãe conta mtos casos acontecidos na Santa Casa e eu gostaria muito de ver alguma foto, se possível.(Jerusa Castro)

Querida amiga irmã de coração....vc nessa vida viveu uma grande experiência e dificuldades que elevaram sua alma com amor e compaixão pelo próximo. Com certeza sua jornada é feita de paz, amor e sabedoria. Sua história nos inspira a acreditar em algo superior no universo. Obrigado (wagner Túlio Pereira)

E o interessantes é a sua resiliência desde pequena, com a capacidade de ver a vida como é! Sem traumas!
Parabéns!!! Beijo (Marielza Alvares de Andrade)

quarta-feira, 15 de abril de 2020

FARMÁCIA DO SENHOR ADEDINO E DONA JULIETA


BAR DO CÓ

Bar do Sô Luis, pai das minhas amigas da época de adolescente, moravam na casa do bar e eu não saía de lá.

O bar abria bem cedo e servia o cafe da manhã para quem cedo também levantava ou estava esperando o ônibus. Na porta havia um banco de madeira muito disputado pois eu morava em frente e gostava de ficar ali sentada vendo o ainda pouco movimento da rua.

Tinha um balcão grande com enorme variedade de doces, caçarolas, maria mole e um baleiro giratório com variedades de formatos, cores e sabores. Tinha também uma estufa com coxas de frango, pelotas e variados rebates e para acompanhar uma dose de pinga: lambicada e saboreada sem pressa como meu pai sempre fazia.

Tempos bons que não voltam mais!

Depois do Sô Luis o bar passou por diversos donos como o Osmar, Marquinho, Alaíde mas ganhou fama mesmo foi com o famoso Có e a divertida expressão: aqui não, é la no bar do Có.

Fabinho deu uma repaginada no bar e durante muito tempo foi palco das comemorações do CIA. Eram noites bem animadas.