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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

ABAETÉ: 143 ANOS DE MUITA HISTÓRIA

 Para comemorar o aniversário de Abaeté nada melhor que o grupo criado por Lucas Gabriel e Rita Arruda: Fotos Antigas de Abaeté.

Veja algumas postagens do grupo:

O “TIO” DAS BANANAS
Wagner Tulio Pereira
Nos tempos antigos do Abaeté, tivemos um personagem muito popular e deveras interessante. Trata-se do “tio” das bananas. Talvez esse apelido de tio para as pessoas mais velhas venha desse nosso famoso personagem. O povo do Abaeté é mestre em colocar apelidos e expressões que viraram jargão nacionalmente conhecido como a famosa “tem base?”, que caracteriza mundialmente o povo abaeteense. O nosso “tio” colocava um balaio na cabeça e saia pelas ruas vendendo as preciosas bananas. Sempre dava um desconto, se você comprasse mais de uma penca. Diziam que era muito unha-de-vaca ou pão duro. Ele não comia banana para não jogar a casca fora. Naquele tempo não tinha esse negócio de pesar mercadorias. Era na penca ou nas dúzias. Não tinha comércio para concorrer com essas bananas misteriosas e saborosas. Diziam as más línguas que eram bananas amadurecidas pelo xixi do “tio”, porque ficavam maduras rapidamente e também eram suculentas e tinham mais vitaminas. Nosso personagem trabalhava de sol a sol, apenas descansando no domingo para rezar e preparar sua mercadoria para as vendas no dia seguinte de porta em porta no Abaeté. Conto esse conto para lembrar dos nossos heróis anônimos, gente simples, que deram exemplo de honestidade e trabalho duro. Nesse ano eleitoral milhares de candidatos se apresentam ao povo, debaixo de uma capa de honestidade e santidade para serem eleitos. A maioria dos eleitos esquecem das promessas de campanha e dão as costas para os eleitores logo após as eleições. Precisamos lembrar que vivemos uma enorme crise política e social. Sem uma ampla reforma política com a redução do número de partidos, dificilmente nosso País irá crescer e gerar empregos para todos, principalmente para os jovens. Nosso País se transformou naquilo que os norte americanos gostam de chamar “república das bananas”. Um país atrasado que depende quase totalmente da economia norte-americana. Até quando seremos dependentes do Tio Sam e da China. Por que não voltar a economia para o mercado interno? São perguntas sem respostas há décadas.
O primeiro mundo apenas nos enxerga como plantadores de soja, milho e feijão, fazedor de queimadas e exportador de carnes. E aqui nos supermercados os preços disparam a cada dia com a retomada da inflação e alta de preços. Um País sem conhecimento, cultura e tecnologia, onde faltam projetos de desenvolvimento com sustentabilidade e inserção dos jovens no mercado de trabalho. Os projetos de reforma no Congresso são pífios em relação à dimensão da crise, principalmente após a pandemia. Onde falta pão todos gritam sem razão, já dizia o ditado francês. Milhares de brasileiros estão vivendo na informalidade. Até quando? Nosso coração fica doído ao ver os jovens sem esperança, cruzando a fronteira para o mundo das drogas e do crime. Sem terem para onde ir muitos se dirigem para o mundo da violência, criminalidade e extorsão.
Hoje o mundo é dominado pelas máfias do comércio internacional. No Brasil também prospera essas máfias apenas conhecidas nos filmes, mas que já se tornaram realidade e já estão infiltradas em vários setores da sociedade. Tenho saudades do jeito simples do “Tio das bananas”, que viveu honestamente e sem acreditar em governos ou promessas de campanha. O negócio é comer mais bananas e ter saúde com o potássio e assim melhorar a nossa disposição mental e emocional para agüentar o covid e os políticos nessa hora, porque a coisa aqui não tá fácil. Somente Deus e seus Arcanjos podem nos ajudar. E então viva o nosso “Tio” honesto e trabalhador!

FOI NOS BARES DA VIDA....
GERALDO ROSA DA TRINDADE

Milton Nascimento, canta poeticamente, que.....

"Foi nos bailes da vida, ou num bar em troca de pão. Que muita gente boa pôs o pé na profissão. De tocar um instrumento e de cantar. Não importando se quem pagou quis ouvir, foi assim".

Pra mim, tudo na vida foi e continua sendo um grande aprendizado, desde os primeiros passos, passando por toda a vida até a Pandemia do Covid 19.

Comecei a sair pra curtir a noite ainda na pré adolescência, quando iniciei a 5a. Série na CNEC. Naquela época era tudo muito tranquilo e seguro, guardadas as devidas proporções, porque de vez em quando, assistíamos alguma briguinha nas ruas. No começo, os passeios eram só nas praças da Prefeitura, Matriz e Pracinha (hoje Dr. Canuto), e também no Cine Abaeté. Como é bom lembrar do nosso cinema; das músicas pré sessão, dos gongos pra começar; do Jamil, Seu Zeca, Zé Gordo, que cuidavam daquele espaço com esmero, carinho e devoção. Os filmes nem sempre eram novos, mas eram os que tínhamos e curtíamos muito. Algumas poucas vezes no ano ocorria uma grande queda no movimento do centro da cidade, nos bares, nas praças e no próprio cinema; por conta de algum circo ou parque que chegava e se instalava na atual Praça da Telemig ou mais tarde, próximo à Delegacia de Polícia. Contribuía também com essa baixa de movimento central, o nosso famoso Rancho Alegre na Praça da Capela de São José e mais tarde, também ao lado da Delegacia, quando ocorria alguma festa religiosa.

Já me sentindo "adulto" comecei a frequentar os lugares dos meus sonhos; os bares da vida. Não eram muitos, mas eram muito bons e fizeram parte da minha, da nossa história. Ainda hoje, me vejo entrando e saindo várias vezes, com os meus amigos no Porão, no Roda Viva, no Rodinha e também na Camponesa. Como eram todos muito pertos, parecia que estávamos procurando alguma coisa e estávamos mesmo. Assim, entrávamos no Bar e Restaurante Porão, andávamos por todos aqueles seus "salões", falávamos com uns e outros, e se estivesse promissor, ali sentávamos numa mesa e pedíamos uma bebida, quase sempre cerveja. Se sentíamos que ali não teria "futuro", continuávamos com a busca e o próximo passo da garimpagem, era a Churrascaria Roda Viva. A/O Roda Viva, dos irmãos Buriti, era uma espécie de grande Rancho Alegre, aberto e amplo, com mesas espalhadas pelo grande salão e já da entrada era possível ter uma visão geral e irrestrita de quem quer que estivesse por lá. Daí ficava fácil de encontrar outros amigos ou ver se quem queríamos realmente ver estava lá, se estava acompanhada, se estava bonita, se teríamos coragem de nos aproximar, se teríamos alguma oportunidade, se teríamos alguma chance, enfim a cabeça fervilhava sem sairmos do lugar. Muitas vezes nem entrávamos, pois a noite era longa e precisávamos continuar a nossa "busca". Assim, um pouco mais abaixo da Matriz, tinha o Bar e Restaurante Rodinha. Vejo com nitidez, o gramado e uma árvore no comprido terreno, com o imóvel nos fundos. Ali também, sem entrar na parte coberta, era possível ter uma visão ampla do local e sentir se seria oportuno ficar ou se mandar. Voltávamos para o miolo, para a muvuca, que era o quarteirão do cinema, onde todo mundo se encontrava. Aproveitávamos pra dar uma olhadela na Pizzaria Camponesa, que era um espaço onde famílias e casais apaixonados iam pra comer pizzas e curtir um lugar mais tranquilo, sem muito barulho e sem muitos aventureiros/as à procura de uma princesa encantada ou um príncipe encantado. Às vezes reuníamos alguns amigos e amigas, para também comer pizza, afinal ali era a melhor pizzaria da cidade.

Naquela época, durante o período escolar, sair à noite nos finais de semana era quase que contratual. Já nas férias nos dávamos o direito de sair também nas terças ou quartas feira; na terça tinha a Sessão do Troco e quarta, era dia da Quarta Sem Lei, no Cine Abaeté. Os das antigas sabem bem o que é isso, já os mais jovens, ouviram falar. A Sessão do Troco, normalmente era reprise do filme exibido no final de semana, porém com o ingresso pela metade do preço. A esperada Quarta Sem Lei, era recheada de filmes de Faroeste (Bang Bang) ou Kung Fu, também com um preço diferenciado. As férias escolares movimentavam bastante a cidade, pois vinham muitos parentes de todas as famílias, que moravam em outras cidades pra passar as férias. Assim, os nossos Bares da Vida, tinham movimento quase que diariamente.

Às vezes me pego perdido em pensamentos e fico lembrando de quantas vezes eu pude curtir os pitorescos bares de Abaeté e o quanto isso foi importante na minha vida, ali havia felicidade, havia amizade, havia lealdade e porque não dizer, havia igualdade. Todos podiam frequentar, independente de classe social. Todos, independente de cor, partido político ou time de futebol. As pessoas se respeitavam e eram mais tolerantes, a maioria de nós tínhamos limites, tínhamos réguas e sabíamos medir as consequências de nossos atos.


O MASCATE BERNARDÃO
Wagner Tulio Pereira
O termo “mascate” vem do árabe, que significa pessoa que vende mercadorias, jóias, tecidos, faz trocas, catiras. Meu avó Bernardão veio das terras do ouro de Pitanguy para a região do Abaeté com suas malas de mascate ganhar o pão de cada dia e disposto a encontrar uma boa moça para casar. De família muito pobre e sem encontrar pepitas de outro fez sua parada nas Tabocas e por lá conheceu a neta do capitão David Pereira, um dos fundadores do Abaeté. Essa moça Marta tinha uma beleza infinita, pois era descendente dos flamencos ao sul da Espanha. Se apaixonaram e vieram a casar meses depois na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio. O nosso Bernardão acreditou na sorte grande e descobriu um grande tesouro nessa moça bonita das Tabocas. Ele tinha o sangue árabe nas veias e trouxe o dom do comercio e do garimpo. Teve um armazém de secos e molhados na avenida Getulio Vargas com à rua Dr. Antonio Amador onde se vendia toucinho, banha de porco, querosene, cachaçaria, pedras de isqueiro, doces e balas de mel feitas pela Dona Marta. Próximo ao Armazém funcionava o Bar do seu Waldemar turco (libanês) e tinha um ponto de ônibus das linhas que iam para a Serra do Palmital, Biquinhas, Cedro e Morada Nova. As velhas jardineiras sempre empoeiradas, cheias de gente, galinhas e mantimentos mensais para serem levados para as roças. Seu Bernardão sempre gostou de fazer catiras, barganhas, mas não passava manta (tirar proveito) no sujeito humilde da roça, como costumava acontecer com os mascates da época. Eu Sei que os descendentes de árabes muito contribuíram para o progresso do nosso Abaeté. Seu Waldemar Elias e sua família muito lutaram para manter seu bar e padaria naquele ponto movimentado das jardineiras. Gostava de vender e entregar as pururucas naquele bar e ganhar um bom dinheirinho para gastar. Seu Tuffi Andrade e o hotel próximo do cinema, também fez história de sua família no Abaeté. Branco e David turco também tiveram participação ativa no comercio e catiras de automóveis e demais tranqueiras. Nos ensinaram a arte do comércio, valorizando cada objeto como possibilidade de troca e principalmente de amizades. Os árabes são visionários pelas terras da Serra do Capacete, talvez devido aos mistérios subterrâneos daquela região. Jazidas de urânio, nióbio, gás natural, fosforita, verdete, diamantes e outros mistérios que existem por aí e não sabemos. A cada dia fecha a caixa de pandora e abre-se novos portais cósmicos desvendando luzes em nosso interior. Sinto que o mais importante e dar-se conta que nada sabemos. Somos participantes desse movimento de evolução e destruição como verdadeiros Seres da terra. Somos filhos de Gaia, a mãe terra. A lei do retorno está em toda a parte do cosmos. O Cedro do Abaeté nos propicia essa conexão com o céu aqui na terra. Sempre digo que o Cedro pertence ao Indaiá com seus diamantes. Fabricados por mãos divinas.
O Eterno se divide para que cada um possa evoluir, experimentar as águas e o fogo desse planeta e voltar como criança. Sentir a leveza e alegria nesse mundo. O bem e o mal estão sempre juntos, mas necessito perguntar todo dia quem estou alimentando dentro de mim. “Seu Bernardão” foi um sábio em sua vida. Mal sabia ler e escrever, mas tinha uma sabedoria do Ser. Teve honestidade, ética, observação, respeito ao próximo e a uma enorme presença energética. Teve um saber para mascatear (vender de porta em porta) como os “turcos” faziam quando chegavam no Brasil. Tornou-se um bom comerciante, garimpeiro do gamelão gerando empregos como construtor. Em sua velhice ouvia o tique-taque das horas aceitando com tranqüilidade o voar do tempo. Contava as horas que passam e não vemos, estamos dormindo em sono profundo. Ainda hoje posso ouvir os sonidos das águas límpidas do rio Indaiá, descendo pelas corredeiras e escondendo seus diamantes e tesouros ocultos da humanidade gananciosa e predadora. Noutros lugares do planeta a fonte secou, os rios estão sujos, o homem contaminou e o fogo queimou. A natureza reage rapidamente. Final de um ciclo destrutivo. Até onde o planeta e nós vamos agüentar? E agora “ Seu Bernardão”?


Léa Campos
Regina Oliveira
Alguém conhece a historia desta menininha, que se tornou a primeira arbitra mulher. Asaléa de Campos Fornero Medina, mais conhecida como Léa Campos, é a primeira mulher a se tornar árbitra de futebol.
Em 2015, Léa seguia morando em Nova York, nos Estados Unidos da América, com seu marido Luis Medina.
Léa nasceu em Abaeté-MG, em 1945, mas foi criada em Belo Horizonte. A filha de Jairo e Isabel sempre foi apaixonada por esportes.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

HISTÓRIA E MEMORIA:POR ANTONIO ZACARIAS ALVARES DA SILVA

 Desembargador Dr. Joaquim Alves de Andrade, "o Abaeteense do Parquet, do Tribunal de Justiça e da Alçada”

 Abaeté poderia se chamar a terra dos “Joaquins e Joaquinas”, talvez por influência de nossa matriarca Dona Joaquina Bernarda Silva de Abreu Castelo Branco de Oliveira Campos, em minha família existem vários.

No caso em comento vamos falar do Grande Dr. Joaquim Alves de Andrade, que era filho de Joaquim Alves de Andrade e neto de Joaquim Alves de Andrade. Não é brincadeira, seu pai e seu avô eram homônimos dele.

 Dr. Joaquim Alves de Andrade era filho de Joaquim Alves de Andrade e Julieta Cordeiro de Andrade, era conhecido como “Jota do Quinzinho” e, era também descendente de Dona Joaquina do Pompéu.

 Dr. Joaquim Alves de Andrade era casado com Dulcina de Oliveira Andrade, pais de Cláudio de Oliveira Andrade e Cristiana de Oliveira Andrade e avô de Letícia, Carolina e Vitória. 

 Dr. Joaquim Alves de Andrade era genro do pai da “História de Abaeté”, nosso querido Dr. José Alves de Oliveira, que também era advogado e seu parente pois seus pais eram primos do pais de sua esposa Dona Dulcina.

 Dr. Joaquim Alves de Andrade graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais em 1956, e, já era em 1957 Doutor em Direito Público e fez uma bela e brilhante carreira jurídica que passaremos a aduzir:

 Ingressou mediante Concurso Público como Promotor, no Ministério Público do Estado de Minas Gerais no ano de 1959, iniciando sua carreira na cidade de Alpinópolis/MG. Sempre se dedicou bravamente em prol dos menores carentes, onde conquistou o apoio comunitário e também do Procurador Geral na época o Dr. Mauro Gouveia.

 Exerceu as funções de Representante do Parquet (Ministério Público) nas comarcas de: Carmo da Mata, Guapé, Formiga e Divinópolis. 

 Quando chegou a Belo Horizonte foi nomeado pelo Procurador Geral Dr. Waldir Vieira Para servir à Justiça Estadual na Vara de Fazenda Pública em 1.980.

 No ano de 1983, atingiu o final da carreira no Ministério Público, passando a exercer o cargo de Assessor do Procurador Geral de Justiça, e, Secretário Geral do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, quando o Procurador Geral era o Dr. Lauro Pacheco de Medeiros Filho.

 Sempre esteve de mãos abertas e braços estendidos para a Justiça de nosso estado e contribuindo com o magistério como professor de História, Português e Organização Política e Social Brasileira.

 Lecionou na Faculdade de Direito do Oeste de Minas em 1969, ministrando aulas de Direito Civil e Direito Processual Penal.

 Durante vários anos lecionou na Faculdade de Filosofia de Formiga as disciplinas de Teoria Geral do Estado e Estudos de Problemas Brasileiros, sendo professor da Escola de Biblioteconomia e inclusive Vice-Diretor da Fundação de Ensino Superior do Oeste de Minas.

 No ano de 1983 foi nomeado pelo então governador Dr. Tancredo Neves para uma vaga do Quinto Constitucional do Egrégio Tribunal de Alçada.

 Atuou na 1ª. Civil durante dois anos e depois foi para a 1ª. Câmara Criminal, saindo posteriormente para exercer a Vice-Presidência, sempre no Tribunal de Alçada do Estado de Minas Gerais. Dr. Joaquim Alves de Andrade foi também da Comissão de Jurisprudência e Comissão Permanente.

 Ministrou durante cinco anos, aulas na Escola Judicial Edésio Fernandes, tendo como corpo discente os novos juízes aprovados em concurso público.

 Dr. Joaquim Alves de Andrade foi eleito em 1990 pela totalidade de Juízes para exercer a Presidência do Egrégio Tribunal de Alçada do Estado de Minas Gerais, para o mandato de 1990 a 1992.

 Em 1995 foi promovido a Desembargador para o Tribunal de Justiça, onde permaneceu até agosto de 1.998, quando se aposentou por idade.

 Foi agraciado com as seguintes comendas:
 “Medalha Santos Dumont”;
 “Medalha da Inconfidência Mineira”;
 “Medalha do Mérito Legislativo”;

 Até o presente momento falamos do Doutor Joaquim Alves de Andrade jurista, agora vamos falar um pouco do Dr. Joaquim, o Abaeteense.

Dr. Joaquim apesar de sua vasta cultura era um abaeteense simples, estilo bem mineiro de ser, apaixonado por história e pela genealogia das nossas gerais.

 Um esposo e pai amoroso e dedicado, religioso, e, principalmente, um homem cuja paixão era esculpir e melhorar o ser humano. 

 Dr. Joaquim sempre lutou e ajudou os menores carentes fazendo disso um ofício, seu “múnus frater”.

 Eu desde pequeno ouvia seu nome e diga-se de passagem, o seu nome o antecedia em qualquer situação, todos tinham enorme orgulho de sua pessoa, quaisquer abaeteense, quaisquer parente ou mineiro tinham respeito, amor e gratidão por Dr. Joaquim Alves de Andrade.

 Em minha opinião talvez seja um dos maiores abaeteenses de todos os tempos, pois, sua luta era pessoal, era de coração, era de alma, era de ideal, não era utilizada com fins políticos ou para beneméritos.

 Dr. Joaquim Alves de Andrade era um homem de hábitos simples e nunca se impressionou com o luxo. Apreciava muito a leitura e caminhar, seus momentos prazerosos era junto à família, principalmente, desfrutar da companhia das netas.

 Altruísta, Dr. Joaquim Alves de Andrade sempre direcionou um olhar atencioso as pessoas, sempre teve cuidado com o outro, e, esse sentimento que o inspirou a exercer trabalho voluntário quando se aposentou, culminando com 10 (dez) anos de serviços prestados na recuperação de condenados (APAC).

 Dr. Joaquim Alves de Andrade honrou e honra a todos os abaeteenses, e, continuará honrando por todos os tempos, visto que será difícil encontrar um à sua altura.

 Dr. Joaquim Alves de Andrade um grande abaeteense, um grande exemplo a ser seguido, um dos grandes juristas de todos os tempos, um homem simples de um coração grandioso, que muito lutou para a recuperação daqueles, que um dia, por qualquer motivo que fosse, se desviaram tomando o caminho da ilicitude.
 Dr. Joaquim lutou e provou que qualquer um pode mudar sua história para melhor.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

HISTÓRIA E MEMÓRIA DE MARIA DE LOURDES MENDES PARTE 05


Crônica escrita pelo amigo Wagner Túlio Pereira (de Abaeté, mora atualmente em BH) A foto é da casa, cenário desta crônica), onde hoje é o Supermercado Ki Barato.


O FERREIRO DO ABAETÉ

           WAGNER TULIO PEREIRA

O nosso Abaeté antigo tinha um ferreiro ou melhor araponga, que veio do Mato Grosso para a residência dos irmãos Morato. Mal amanhecia o dia já começava a cantar, ou melhor a bater o ferro na bigorna emitindo aquele som estridente e ensurdecedor. Parecia que seu canto nos dizia: Despertai! Despertai! Acredito, que toda a cidade ouvia aquele martelar logo cedo zunindo nos ouvidos dos seus habitantes. Alguns diziam que achavam bonito aquele som estranho, outros horrizavam e até pensavam em fazer queixa na delegacia. Hoje sinto que aquele pássaro estranho já fazia parte da família Morato. Eles eram pessoas trabalhadoras, que vieram de Pitangui trazendo o dinamismo, a coragem e o trabalho para toda a região. O armazém (palavra antiga e desconhecida no mundo de hoje) era composto de um velho balcão e uma grande quantidade de sacaria de arroz, sal, banha de porco e tambores de querozene. Ainda hoje sinto o cheiro desse querozene e da banha de porco. A luz elétrica da região era muito fraca e a população utilizava o danado do querozene para acender as lamparinas de pavio. O Darcy Morato e o seu irmão Nazareno comandavam aquele comércio estupendo com movimentação intensa de carros de boi, charretes e caminhões, que levavam os mantimentos para as roças e cidades vizinhas. Hoje seriam chamados de empresários, mas eram comerciantes mesmos. Pessoas simples, alegres e respeitosas com todos, ricos ou pobres. Não posso esquecer da minha professora Enedina Morato. Muita elegante e educada com todos os alunos. Devo a ela sua paciência e carinho ao nos ensinar a ler e a escrever. Fiquei sabendo anos depois, que ela cuidava daquele ferreiro barulhento.Será se ele tinha um nome? Em frente ao Armazém ficava o comercio de tecidos, roupas e aviamentos do Waldir Morato. Eu Ficava alegre em ir lá comprar aviamentos para minha avó que era costureira. Carretéis de linha, alvejado S, botões, agulhas e tudo mais para uma boa costura. Recordo das filhas bonitas do Waldir e do seu empregado Luizico, sempre sorrindo e fazendo piadinhas. Ao lado do comércio morava o Miguelão, solteirão, bravo e muito rico. Habitava uma casinha simples, porém o lote era cheio de mangueiras e jabuticabeiras. Na época das jabuticabas a meninada gostava de fazer uma visita por lá para saborear a doçura das frutas. Diziam as más línguas que o Miguelão era do Cedro e costumava dar uns tiros para espantar a turma de crianças e rapazes do Bar Brasilia que por lá passava. Logo ali na esquina tinha o comércio do “Seu Manuelzinho”. Sempre muito atencioso e com a loja dos melhores tecidos e aviamentos da região e com uma família fabulosa. Sua filha D. Helaine também foi minha professora no Tenente Ezequiel. Sempre muito carinhosa e paciente com aquela meninada encapetada. Seu pai tinha um sorriso angelical, característica herdada pelos filhos e filhas. Naquela época, o dinheiro era curto e não tinha muita coisa para comprar, mas tínhamos o essencial para viver. Vivíamos felizes e alegres. Não tinha esse tanto de doenças e neuroses coletivas. Após um longo tempo em minha jornada ainda ouço o canto do ferreiro ou araponga em meus ouvidos, talvez querendo me dizer....Despertai! Despertai! Despertai! Acorda para o seu mundo interior. Simplifica tudo! Sinta a beleza da vida e da natureza. Nada é permanente. A impermanência é uma constante no Universo. A vida é uma ilusão que passa suavemente como um trem que passa na Estação do Paredão e não irá parar nunca mais.....Despertai!

Maria Helena Avelar Carvalho Volto no tempo lendo suas narrativas. Chequei a ouvir o " Ferreiro" e sentir o cheiro do armazém do Darci/ Nazareno. Que saudades!

Selma Sônia Texto maravilhoso, que histórias lindas, desconhecidas de muita gente. Muita saudades do passado tão gostoso que não volta mais.

Maristela Oliveira Me lembro do canto do ferreiro e do Nazareno, amigo e companheiro de pescaria do meu pai. Quase todos os domingos o Nazareno enchia de amigos a carroceria do caminhão coberta por uma lona e iam pescar na Represa de Três Marias nas imediações de Abaeté.
Quando papai voltava das pescarias era uma festa, pois além de peixe ele trazia coco, manga e outras frutas do cerrado.
Teve uma vez que ele trouxe um jacaré vivo e muitas pessoas foram à nossa casa para ver o animal de perto.
Era divertido.

Clemente Antonio Nicoli A poucos metros de lá tinha o armazém do .Sebastião Borba da Silva..vulgo JULICO.. PESSOA BONISSIMA.muitas é muitas vezes buscava mercadoria em BH no armazém dos mortos pra o armazém do meu pai.Antonio Nicoli...vulgo NINO nicoli...isso faz um bom tempo...porque eu já tenho mais de 35 anos....kkkkkk

Darcy Morato
Maria de Lourdes Mendes

Continuando a história dos Morato, lembro bem do grande comerciante de Abaeté Darcy Morato e de seus irmãos. Os Morato também trouxeram muita gente trabalhadora para Abaeté, inclusive o meu primeiro empregador José Antônio Toledo que ajudou muito Abaeté, teve escritório “ Contabilidade Andréa “, em frente ao Raimundo Celeiro, empregou e ensinou muita gente, deu aulas de Contabilidade na CNEC.
Darcy Morato, foi um grande amigo do meu pai. Sempre viajava para BH, não gostava de viajar sozinho chamava meu pai prá ir junto e permitia que minha irmã e eu fosse também. Dava verdadeiras aulas prá nós no caminho , mostrava, explicava e ensinava as coisas da vida. Chegando em Belo Horizonte era maravilhoso ver aquelas lojas cheias, Ingleza Levi, Abdalla e outras e ele contava as histórias daquelas lojas. Chegamos a ir e voltar no mesmo dia, só pelo prazer de sua companhia. Foi uma das pessoas marcantes na minha vida!

Antonio Ferreira A expressão “sou de Abaeté tem base” foi criada pelo Capilé, que escreveu no pára-lama do caminhão Mercedes do Darcy; e, rodava o Brasil inteiro carregando mercadorias, e divulgando a famosa Frase!!!

Antonio Ferreira Foi através do José Antônio, que me levou para Capital, que estudei Direito, tive o primeiro emprego em BH, e foi exatamente no escritório da empresa de Cereais de WALDIR Morato. Lembrança boa! Lá se vão os idos de minha vida!

MANOEL ANTÔNIO DE SOUSA

MANOEL ANTÔNIO DE SOUSA


Ele era um grande fazendeiro. Tinha um comércio "venda" onde hoje é a padaria na esquina da igreja São José. Sua fazenda começava ao lado do cemitério pegando as ruas Antônio Amador, Rio Branco, Osvaldo Ferreira, Manoel Antônio de Sousa indo até a antiga rua 11 de junho no Bairro São João. A sede da casa situava na rua 13 de maio com Manoel Antônio de Sousa, antiga casa que falavam da d. Antônia da mangueira. Faleceu mto novo em 1943 de uma tuberculose, doença que não tinha cura na época. Foi casado com Antônia (d. Tunica). Era conhecido tbm como Manoel da "Durvige" . Sua mãe era d. Edwiges. A família é mto grande. Tinha irmãos e mtos primos onde foram se casando entre eles. Ele mesmo e sua esposa eram primos de primeiro grau. Fez muito por Abaete naquela época e hoje faz parte da nossa história.
(Relato feito por sua neta Célia Regina Sousa)

quarta-feira, 22 de julho de 2020

HISTÓRIA E MEMÓRIA DE WAGNER TÚLIO PEREIRA

OS SANTOS DO ABAETÉ

Wagner Tulio Pereira

Conhecemos muito pouco da nossa história. Vamos dar um mergulho nesses santos homens e santas mulheres de nossa região, que ficaram esquecidos em nossas mentes e corações. Primeiramente, vamos falar do nosso Frei Orlando. Quem foi esse frade franciscano que nasceu em Morada Nova e morreu na Itália aos trinta e dois anos? Foi registrado com o nome de Antonio Alvares da Silva, tendo ficado órfão com apenas um ano de idade. Foi criado por uma família muito católica, que despertou nele a vontade de trabalhar para os pobres. Estudou para padre em Divinopólis e foi morar em São João Del Rey, onde lecionou no Colégio Santo Antonio, onde hoje é a sede da UFSJ. Também tive a honra de lecionar naquele local no curso de homeopatia da UFV. Naquela cidade criou a “sopa dos pobres” já mostrando seu cuidado com os menos favorecidos. Durante a II guerra mundial alistou como capelão para prestar assistência aos soldados brasileiros na Itália. Aos trinta e dois anos foi morto com um tiro de um soldado da resistência italiana. Ele cumpriu a sua missão religiosa. Seu sangue foi derramado em solo italiano para resgatar a vitória dos ideais democráticos dos Aliados. Hoje é um dos patronos do Exército brasileiro. Também temos que enaltecer um pracinha de Abaeté, que lutou na Itália com bravura e coragem, “Seu Inácio” do cinema. Um homem exemplar que sempre escolhia bons filmes para a criançada e adultos se divertirem e buscar novos conhecimentos nas sessões do Cine Abaeté. “Seu Inácio” teve lindas filhas. Tive a honra de ser colega no Grupo Frederico Zacarias da sua filha Isabel, uma verdadeira princesa. Alegre, inteligente, inquieta e criativa. Era uma criança divina que encantava a todos. Hoje deve ser uma rainha, como a Romy Scheneider no filme Sissi, a Imperatriz que também tinha o nome de Isabel. Juro por Deus que adorava ir às aulas no Frederico para admirar a beleza e o encanto da Isabel. O cine Abaeté representava nossas projeções e desejos do realismo fantástico. Grandes heróis passavam na tela mental da imaginação. Charlie Chaplin, Joselito, Tarzan, Kirk Douglas, Cantinflas, Oscarito, Grande Otelo Mazzaroppi, Fellini, Glauber Rocha e tantos outros atores e diretores. Eram nossos deuses da tela panoramica do Cine Abaeté, graças ao nosso pracinha “Seu Inacio” do cinema. Não posso esquecer do Waldir do cinema, Jamil, Zé Mourão, que sempre tinham um sorriso na entrada do cinema. Tinha também o Ronaldo Soares, que caprichava nos cartazes e fotografias do filmes. Nas matinés de domingo era aquele alvoroço na porta do cinema para troca de figurinhas e revistas em quadrinhos. O Herculano era o campeão das revistas, mas eu era o zelador delas, porque se sua mãe soubesse que gastava seu rico dinheirinho em revistas, ele estava frito. Também um homem santo do Abaeté, sempre prestativo e alegre carregando dezenas de personagens e histórias em sua vida de luta.
Convido a todos para fazermos uma campanha para enviarmos uma carta ao Santo Padre de Roma para canonizar todos os Santos da nossa região. Vamos pedir primeiramente a canonização do Frei Orlando e da Barbica da Santa Casa, a nossa Irmã Dulce. Fez tanta caridade naquela Casa, que não dá para contar. Ela recebeu uma herança da sua família e doou tudo para melhorar o atendimento daquela instituição da época. Somente uma alma tão despreendida desse mundo material poderia ter esse gesto de desapego. Estamos longe dessas almas tão evoluídas. Atualmente, assistimos um filme de terror de Boris Karloff, como noticias falsas, covids, guerra comercial, guerra biológica, medo, violência, pânico e tantas outras mazelas sociais. Sentindo lá do fundo do coração, creio que o melhor mesmo é orar e meditar para essa onda passar rapidamente. Desse jeito só o Santo Padre pode nos ajudar! Amém!

HISTÓRIA E MEMÓRIA DE MARIA DE LOURDES MENDES PARTE 04

Tereza Andrade e José do Quinzinho


A gente é resultado de uma construção histórica e para falar dela temos lembrar de dois grandes abaeteenses Tereza Andrade e José do Quinzinho. Tereza, doce pessoa que passou por aqui, um anjo, ligada a obras sociais, ao amor e a pintura. Uma artista sensível, que dava luz e vida a seus quadros. Pintou e doou os quadros da Via Sacra da Igreja matriz Nossa Senhora do Patrocínio. Quando criança visitava sua casa com minha mãe e tinha um quarto que utilizava como Capela e era uma casa muito abençoada, ficava na Rua Jader Moura, em frente a Cartório de Registro de Imóveis, onde é hoje a Invest Leilões. José do Quinzinho, pessoa de uma grandeza, otimismo e alegria enormes. Era uma espécie de “faz tudo” na Cooperativa dos Produtores Rurais de Abaeté e Região, acolhia, atendia, varria os passeios, espanava a poeira sem parar. Me chamava a atenção como tratava as crianças, com muito respeito, nos tratava como pessoas grandes, talvez por amar muito o que fazia. A nossa homenagem a esse casal que deixou história e saudades...

quarta-feira, 15 de julho de 2020

HISTÓRIA E MEMÓRIA DE MARIA DE LOURDES MENDES- PARTE 03

Um bairro charmoso em Abaeté


Sempre gostei do Bairro Marmelada, é gostoso, limpo, o povo é caprichoso, mora pessoas do bem, honestas e trabalhadoras. Desde pequena gosto de lá, onde passei horas agradáveis com muitos amigos. Onde morou vovó Joana cozinheira da Santa Casa na Rua Santa Luzia, Maria do Quintino, mãe do Eliziário, Alzira e Arminda que era cheia de charme e gostava de andar toda impiriquitada, amigos de minha mãe que trabalhavam na Fazenda Palmeiras, da mãe da D. Lourdes Vianna. Moravam na Rua Nelson da Luz com Professor Modesto ( hoje Elza e Walter) . Em frente a casa deles moravam o “Tio” casado com a Quinha e irmão da Maricota, vendedor de bananas, muitos vão lembrar, andava pelas ruas vendendo bananas num balaio. Grandes pessoas moraram ali, Madalena, Raimundo Pepe, pai do Raimar meu amigo, José Redondo, Aprigio, dentre outros que ajudaram muito Abaeté. Na praça da APAE tinha um casarão onde uma senhora fazia lindas bonecas de panos e a gente ia na janela comprar. Na juventude convivi com amigos do bairro os filhos do Zezé Miranda e Ligia, faziam deliciosas geleías e a Fia irmã do Antônio Maria também fazia infinidades de doces. Foi ali que começou Abaeté, é um bairro cheio de peculiaridades, a praça David Silvestre, onde tem um grande cruzeiro, quando havia estiagem em Abaeté, os padres faziam procissões com os fiéis, das Igrejas até a cruz, rezavam e levavam latas d’água que jogavam aos pés do cruzeiro, era só acabar a procissão com as rezas e a chuva caia. Saindo desta praça tem uma rua na qual existe uma escada enorme. Passam neste bairro córregos de água, dentro dos quintais, é lindo ! A amiga Lourdes, irmã da Vera da Casa Moura, no jardim de sua casa passa um Córrego, não existe nada mais charmoso! Não se vê falar nada de ruim deste bairro, praticamente não existe violência, também mora lá uma pessoa muito importante para Abaeté que levou muito a sério tirar as crianças da rua e levá-las para o esporte Karatê, que é o Professor João Damásio, através disso o bairro foi muito protegido. Meu pai nos anos 60 comprou um casarão, perto da Praça da entrada da APAE, a porta principal da casa tinha uma chave enorme, quase do tamanho da palma da mão, a casa era grande e ele dividiu em duas e construiu mais três barrações para alugar, um quintal grande que dava para os pastos do Senhor Chiquinho Pires, nos fundos uma grota com barrancos dos dois lados, cheio de flores silvestres e ipês amarelos, corria um regato de água, a gente chegava ali e se deliciava da natureza abundante, vendo e sentindo as flores despencarem do pé de Ipê e cair no fundo daquela grota, como se ali fosse o paraiso, tudo aquilo continua impregnado em mim, a paz que sentia naquele lugar, é como se o céu penetrasse na terra. Os pastos do Senhor Chiquinho era o lugar preferido para as crianças brincar, no meio das flores, do mato, das corredeiras de água, das grotas com sumidouros. Quando pré-adolescente andava ali com meu amigo Professor Valério Lúcio e seu cachorro usufruindo daquele cenário lindo da natureza. Enfim, abrigou e abriga grandes pessoas que não citarei nomes, por receio de esquecer alguma. É um bairro cheio de charme, beleza e preservação da natureza.